Presidente da Nicarágua anuncia fim das eleições no país e amplia controle

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O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, afirmou que o país não realizará mais eleições, em uma declaração que reforça o endurecimento do regime comandado por ele há quase duas décadas. O anúncio foi feito durante as comemorações do aniversário da Revolução Sandinista, no último domingo (19).

Segundo Ortega, a decisão tem como objetivo impedir que grupos de oposição, que ele acusa de serem apoiados pelos Estados Unidos, voltem ao poder. O presidente também declarou que pretende aprovar novas medidas para barrar qualquer tentativa de alternância política no país.

No poder de forma ininterrupta desde 2007, Ortega já havia promovido uma série de reformas constitucionais nos últimos anos para ampliar sua influência sobre as instituições nicaraguenses. Em 2025, o Congresso, dominado por aliados do governo, estendeu o mandato presidencial de cinco para seis anos e oficializou sua esposa, Rosario Murillo, como copresidente da República.

As últimas eleições presidenciais do país, realizadas em 2021, foram amplamente contestadas pela comunidade internacional após a prisão de opositores e denúncias de repressão política. Organizações de direitos humanos e a Organização das Nações Unidas têm acusado o governo de transformar a Nicarágua em um Estado autoritário, marcado pela perseguição a críticos, fechamento de organizações civis e restrições às liberdades democráticas.

A declaração de Ortega é vista por analistas como mais um passo na consolidação de um regime sem espaço para a disputa eleitoral, colocando em xeque o futuro da democracia no país centro-americano





ICL Notícias

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