Os índices futuros de Wall Street operam em alta nesta sexta-feira (16), ampliando os ganhos da véspera, apoiados pelo desempenho positivo dos setores bancário e de tecnologia. O otimismo ganhou força após balanços acima do esperado de grandes bancos e resultados robustos da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC), que reacenderam as apostas no avanço da inteligência artificial.
As ações da TSMC subiram mais de 4% no pregão anterior, puxando papéis como Nvidia e AMD, que avançaram cerca de 2%. O movimento também reflete o anúncio de um acordo comercial entre Estados Unidos e Taiwan, que prevê ao menos US$ 250 bilhões em investimentos de empresas taiwanesas de chips e tecnologia em capacidade produtiva nos EUA.
No setor financeiro, Goldman Sachs e Morgan Stanley registraram altas expressivas após divulgarem resultados positivos no quarto trimestre, enquanto bancos regionais seguem no radar com a divulgação de novos balanços.
O mercado caminha para encerrar uma semana intensa, marcada por uma sequência de notícias vindas de Washington, incluindo preocupações geopolíticas e debates sobre a independência do Federal Reserve, o banco central estadunidense. Nos EUA, o destaque do dia é o índice de produção industrial, além de declarações de dirigentes do Fed que reforçam uma abordagem cautelosa e dependente de múltiplas fontes de informação para decisões de juros.
No Brasil, a agenda traz o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) do Banco Central, considerado um termômetro do PIB (Produto Interno Bruto), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e o IGP-10, enquanto investidores acompanham dados de inflação, combustíveis e projeções para o crescimento econômico.
Brasil
O Ibovespa renovou máximas históricas pela segunda sessão consecutiva, acompanhando o otimismo nos mercados internacionais. Na quinta-feira (15), o principal índice da bolsa brasileira avançou 0,26%, a 165.568 pontos, superando o recorde registrado na quarta-feira (165.146 pontos). Durante o pregão, a máxima intradia chegou a 166.070 pontos.
O dólar à vista fechou em R$ 5,3681, recuando 0,61%, refletindo o fluxo positivo para ativos locais.
O grande assunto da véspera foi a liquidação, pelo Banco Central, da corretora Reag Trust (CBSF) após operação da Polícia Federal relacionada a fraudes no Banco Master, envolvendo o sócio-fundador João Carlos Mansur.
Europa
As bolsas europeias operam no campo negativo, enquanto os investidores avaliam as tensões geopolíticas, especialmente depois que tropas europeias chegaram à Groenlândia na noite de quinta-feira, em resposta às ameaças de Donald Trump de anexar a ilha.
STOXX 600: -0,13%
DAX (Alemanha): -0,13%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,20%
CAC 40 (França): -0,19%
FTSE MIB (Itália): -0,18%
Estados Unidos
Os índices futuros dos EUA estendem nesta manhã os ganhos da véspera, com os agentes repercutindo os balanços dos bancões, enquanto fazem as apostas sobre a política monetária estadunidense. Traders agora precificam uma probabilidade de 67% de que o banco central estadunidense mantenha as taxas de juros inalteradas em abril, um aumento em relação aos 37% de um mês atrás, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME.
Dow Jones Futuro: +0,15%
S&P 500 Futuro: +0,28%
Nasdaq Futuro: +0,44%
Ásia
As bolsas da Ásia fecharam mistas, com as ações de semicondutores no destaque positivo, após os EUA chegarem a um acordo comercial com Taiwan, levando a ilha e o índice da Coreia do Sul a recordes históricos. As empresas taiwanesas de semicondutores se comprometeram a investir pelo menos US$ 250 bilhões em capacidade de produção nos EUA em troca de tarifas “recíprocas” mais baixas.
Shanghai SE (China), -0,26%
Nikkei (Japão): -0,32%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,29%
Nifty 50 (Índia): +0,10%
ASX 200 (Austrália): +0,48%
Petróleo
Os preços do petróleo operam perto da estabilidade após suas maiores queda desde junho, com a probabilidade de um ataque dos EUA ao Irã diminuir.
Petróleo WTI, -0,10%, a US$ 59,13 o barril
Petróleo Brent, -0,13%, a US$ 63,68 o barril
Agenda
Nos EUA, será divulgado o indicador de produção industrial de dezembro, com previsão de alta de 0,1%.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg



