A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (10) uma operação sobre o financiamento de ‘Dark Horse’ — cinebiografia de Jair Bolsonaro. Entre os alvos de mandados de busca e apreensão estão o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e Karina Gama, produtora do longa e responsável por entidades que receberam recursos de emendas parlamentares.
Nesta sexta-feira (11), veio à tona que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também é formalmente investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito que apura o financiamento de Dark Horse. A investigação, autorizada pelo ministro André Mendonça em julho, apura possíveis crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.
A investigação apura a suspeita de que recursos públicos destinados a organizações da sociedade civil tenham sido repassados a empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação de que os serviços foram efetivamente prestados. Frias destinou R$ 2 milhões em emendas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina. A CGU também analisa a aplicação do dinheiro.
Segundo a PF, empresas ligadas ao suposto esquema movimentaram centenas de milhões de reais. As suspeitas incluem peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e irregularidades em licitações.
O caso envolve ainda outras frentes de investigação, com suspeitas sobre recursos públicos, emendas parlamentares, movimentações financeiras e o financiamento do filme. Confira as principais reportagens, revelações e desdobramentos das investigações sobre Dark Horse.



