Seleção iraniana empata com a Nova Zelândia; veja horários dos jogos de hoje

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Durante 101 minutos da partida de estreia na Copa do Mundo, em Los Angeles, o Irã finalmente conseguiu voltar suas atenções apenas ao futebol. O jogo contra a seleção da Nova Zelândia terminou empatado em 2×2. Até chegar ao estádio, no entanto, o caminho foi marcado por dificuldades, incertezas e uma preparação completamente fora do comum.

O capitão Mehdi Taremi resumiu o momento vivido pela seleção iraniana como um “desastre”. O atacante relatou que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, esteve no vestiário para ouvir diretamente as reclamações do elenco. Já o técnico Amir Ghalenoei afirmou que sua equipe tem sido a “mais prejudicada” da Copa do Mundo, especialmente após a obrigação de retornar ao México logo depois da estreia.

A delegação tinha um voo fretado previsto para as 23h no horário local, encerrando um dia movimentado dentro e fora de campo. Apesar do ambiente relativamente tranquilo durante o jogo, o entorno foi marcado por protestos e pela expectativa sobre como os torcedores receberiam a equipe.

Poucas horas antes da bola rolar, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que estava na França para a cúpula do G7, anunciou um acordo de paz após quase quatro meses de conflito. Nas arquibancadas VIP, Infantino acompanhava a partida em meio às críticas sobre a incapacidade da entidade de evitar os problemas que cercaram a participação iraniana.

Em campo, Mohammad Mohebi e Ramin Rezaeian marcaram para os iranianos e garantiram o empate após a Nova Zelândia abrir vantagem com dois gols de Eli Just. O apoio vindo das arquibancadas foi um alívio para Taremi, que admitiu sentir falta dessa conexão nas últimas semanas.

O contexto transformou a partida em um dos eventos esportivos mais carregados politicamente dos últimos tempos. Para chegar aos Estados Unidos e disputar o Grupo G — que também conta com a Bélgica —, o Irã enfrentou uma série de obstáculos. Onze dirigentes tiveram seus pedidos de entrada negados, levando a seleção a transferir sua preparação do Arizona para Tijuana, no México. O cronograma foi alterado e a equipe precisou viajar para Los Angeles com elenco reduzido.

As divisões políticas entre iranianos também ficaram evidentes. A região de Los Angeles conhecida como “Tehrangeles”, que reúne uma das maiores comunidades iranianas fora do país, serviu de palco para manifestações. Parte dos protestos ocorreu em frente ao hotel da delegação e nos arredores do estádio, com críticas diretas ao governo iraniano.

Manifestantes exibiram bandeiras anteriores à Revolução Iraniana, imagens do antigo xá e produtos com o símbolo do leão e do sol. Apesar de uma decisão judicial manter a proibição da Fifa a esses materiais dentro do estádio, diversos torcedores conseguiram entrar com as bandeiras. Antes do jogo, o ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, chegou a afirmar que os jogadores deixariam o campo caso houvesse manifestações políticas nas arquibancadas.

Dentro do estádio, porém, o cenário foi diferente. Desde a troca de flâmulas entre Mehdi Taremi e Chris Wood, o ambiente foi amplamente favorável aos iranianos. Diferentemente da Copa disputada no Catar quatro anos antes, os jogadores cantaram o hino nacional — gesto que também carrega forte simbolismo político.

Jogos de hoje:

16h – França x Senegal 
19h – Iraque x Noruega 
22h – Argentina x Argélia 





ICL Notícias

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