Revista Liberta 51: encarceramento em massa e eleições

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Neste sábado (5), a edição 51 da Revista Liberta mergulha na discussão que promete ocupar um espaço muito importante no debate eleitoral: a segurança pública. Mas, quando o tema da vez é qual candidato promete colocar mais gente na cadeia, é preciso questionar. Afinal, que tipo de país está sendo projetado quando aumentar o encarceramento passa a ser apresentado como solução para a violência?

A coluna de Pablo Nunes analisa um cenário que parece invertido. Se antes o aumento do encarceramento era visto como um efeito colateral do combate ao crime, agora, plataformas eleitorais inteiras se sustentam apenas nessa ideia. Mas, em um país cujas principais facções criminosas cresceram dentro das próprias prisões, ideias como essa parecem esbarrar em resultados já conhecidos.

Se construir mais presídios virou promessa de campanha, a coluna de Carolina Ricardo analisa as propostas dos candidatos. Quando explorar o medo vira o principal pilar de um projeto político, é preciso lembrar que políticas efetivamente capazes de solucionar o problema da segurança pública precisam ir além de slogans de guerra.

O cachorro sem dono e o bíceps eleitoral

Na Bahia, a coluna Reserva Exclusiva mostra como candidatos do PL têm evitado associar suas campanhas à imagem de Flávio Bolsonaro, presidenciável que disputa as eleições pela mesma sigla. Com Lula à frente nas pesquisas de intenção de voto no estado, o sobrenome Bolsonaro parece ter virado um ativo que muitos querem deixar de fora do horário eleitoral.

Se em terras baianas um nome perdeu espaço na propaganda, em Alagoas tem político surfando nas provocações do adversário para aumentar a performance eleitoral. É o caso de JHC, ex-prefeito de Maceió e atual candidato ao governo do estado, que passou a dar destaque aos próprios bíceps depois que o rival, Renan Filho, o acusou de utilizar inteligência artificial para mudar o porte físico. Na política brasileira, até parte do corpo vira ativo eleitoral.

As controvérsias em torno de André Mendonça

Na última semana, o colunista do ICL Notícias, Paulo Motoryn, revelou, entre outras coisas, que o ministro André Mendonça se encontrou com o advogado de Daniel Vorcaro na loja de um alfaiate, em São Paulo. Na edição 51 da Revista Liberta, Luís Costa Pinto volta os olhos para o Supremo Tribunal Federal para discutir um tema essencial: qual o limite de atuação de um representante da mais alta Corte do país?

Já João Cezar de Castro Rocha traz outra análise envolvendo Mendonça. Dessa vez, o assunto é a trajetória do ministro, desde sua indicação ao STF como o ministro “terrivelmente evangélico” até sua atuação recente em um dos episódios de maior tensão política da Corte.

Esta edição traz também textos de Gabriela Varella, Jamil Chade, Juca Kfouri, Adriana Ferreira Silva, Eliana Alves Cruz, Paulo César Teixeira e Leonardo Boff. A charge fica por conta de Laz Muniz e a arte de capa é do cartunista Aroeira. Parte do conteúdo também está disponível para não assinantes.

Quando o medo, o poder e a disputa eleitoral se misturam com facilidade, informação independente é uma das poucas ferramentas capazes de separar política de espetáculo. A Revista Liberta existe para fazer justamente isso: olhar para os bastidores, questionar as narrativas prontas e colocar os fatos em perspectiva. Assine e apoie o jornalismo independente!





ICL Notícias

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