A edição 47 da Revista Liberta deste sábado (8) traz como destaque um assunto que tem deixado muitas dúvidas pairando sobre o debate público: as pesquisas de intenção de voto. A cada ciclo eleitoral, o descompasso entre os levantamentos de diferentes institutos, as oscilações repentinas e os retratos que não dialogam com a realidade das urnas têm alimentado controvérsias e mergulhado os levantamentos em uma grande crise de credibilidade.
A coluna de Luís Costa Pinto abre a caixa-preta dos levantamentos de intenção de voto e recorre a uma frase dita pelo ex-presidente Itamar Franco: “os números não mentem, mas os mentirosos fabricam números”. Da gênese das pesquisas realizadas ainda durante a era Roosevelt, nos EUA, às entrevistas conduzidas por telefone e plataformas digitais, é preciso rigor metodológico e contexto para garantir a confiabilidade.
A crise de confiança e o descompasso com os resultados reais podem ter outra razão: em um mundo polarizado e fragmentado, o eleitor médio está morto. Essa é a visão sustentada na coluna de Mayra Goulart, que propõe que, diante desse cenário, são precisos novos caminhos para compreender o jogo eleitoral e capturar a complexidade de uma opinião pública segmentada.
Os bastidores da vida política nacional
Com a proximidade do pleito deste ano, não são apenas as pesquisas eleitorais que viram pauta na Revista Liberta. Os bastidores das campanhas políticas também ganham destaque na edição. Com disputas ocorrendo nos quatro cantos do país, a coluna Reserva Exclusiva retrata palanques que têm sido impactados por dramas familiares.
Em Pernambuco, João Campos (PSB) vê com preocupação o avanço da oponente, Raquel Lyra (PSD), na intenção de voto para o governo do estado. O receio, além do risco de ficar sem o cargo, tem outra razão: a prima, Marília Arraes (PDT), lidera a corrida para o Senado. O que está em jogo é, também, o controle sobre o legado político de Miguel Arraes.
O mundo em pauta
Fora do Brasil, a coluna de Lucas Rocha retrata a derrota do governo de Javier Milei. A intenção do Executivo argentino de aumentar o percentual de terras da nação que podem ser vendidas para estrangeiros encontrou uma barreira: o povo. Nas ruas, a população impôs uma amarga derrota à tentativa de Milei de vender o país.
Jamil Chade traz um retrato brutal de Gaza e do genocídio palestino. Foi na primeira semana de agosto que amigos e familiares puderam sepultar 112 pessoas mortas em novembro de 2023. Foram quase dois anos sob os escombros de um território arrasado pelos contínuos ataques israelenses.
Esta edição da Revista Liberta conta também com textos de João Cezar de Castro Rocha, Marcia Tiburi, Adriana Ferreira Silva, Juca Kfouri, Leonardo Boff, Paulo César Teixeira e charge de Alves. A arte de capa é do cartunista Aroeira. Parte do conteúdo também está disponível para não assinantes.



