Por Heloisa Villela
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado recebeu, na segunda-feira (16), todos os documentos requisitados pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) relativos ao caso Master. O Tribunal de Contas da União (TCU) enviou o material exigindo que seja mantido o sigilo sobre ele e que a consulta aos documentos adote critérios rigorosos. O senador avisou que vai anunciar nesta quarta-feira (18) a quebra do sigilo. Manterá segredo apenas sobre o que exige a lei: informações bancárias, fiscais e telemáticas.
O material contém informações importantes sobre toda a atuação do Banco Central ao longo da história da criação, crescimento e liquidação do Banco Master. Possivelmente, os relatórios das reuniões do Banco Central também estarão ali, com votos de diretores em diferentes momentos.
A expectativa é de que seja possível traçar uma linha do tempo de toda essa história, com as datas e decisões tomadas pela autoridade monetária. A expectativa é de que haja registros das discussões da diretoria sobre a decisão de permitir que o Master passasse a atuar no mercado de empréstimos consignados, que fraudaram os aposentados do INSS.
Depois que o atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, tomou posse, o banco investigou a atuação da instituição e afastou dois funcionários.
Um deles, o ex-diretor Otávio Ribeiro Damaso, hoje trabalha no Nubank como consultor para assuntos regulatórios e de gestão de riscos. O ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, é vice chairman da mesma instituição, o Nubank.
A documentação entregue à comissão do Senado, presidida por Renan Calheiros, estava com o TCU porque o tribunal decidiu investigar a atuação do BC no caso Master. Um escândalo que contou com brechas na legislação para se estruturar, mas se beneficiou também da falta de fiscalização adequada e de proteção política para crescer exponencialmente.




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