Professora intoxicada por mercúrio gravou aluna colocando metal em garrafa de água

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Uma professora de artesanato de Pernambuco afirma que teve a vida transformada após ser intoxicada por mercúrio supostamente colocado em sua garrafa de água por uma aluna. A vítima gravou a suspeita manipulando o recipiente, e exames confirmaram a presença do metal tóxico na água, no sangue e na urina da professora. A investigada responde por tentativa de homicídio e nega as acusações. A Polícia Civil de Pernambuco está na fase final da investigação sobre a intoxicação

Segundo a professora Denny, o caso ocorreu em um espaço de artesanato instalado no estacionamento do Hospital Universitário Oswaldo Cruz. A investigada, que acompanhava o filho em tratamento no hospital, frequentava as aulas e chegou a presentear a vítima com uma garrafa de água, utilizada por cerca de dois meses.

Com o passar do tempo, Denny percebeu alterações na água, como bolhas e gosto diferente. A desconfiança surgiu quando flagrou a aluna mexendo na garrafa durante uma aula. Após o episódio, instalou um celular escondido para registrar o que acontecia.

As gravações mostram Maria Aparecida colocando um material dentro da garrafa, agitando o recipiente e deixando a sala. Depois de entregar o vídeo à polícia, a professora voltou ao curso com outra garrafa idêntica e afirma que a suspeita repetiu o comportamento, sendo filmada novamente.

A perícia confirmou a presença de mercúrio nas duas garrafas. Exames também detectaram o metal no sangue e na urina da professora. No sangue da vítima foram encontrados 21 mg de mercúrio, cerca de quatro vezes acima do limite considerado tolerável.

Denny relata que ainda sofre com as sequelas da intoxicação. Segundo ela, perdeu força nas mãos, sente dores constantes e depende da ajuda de familiares para realizar atividades simples do dia a dia. A professora afirma que os primeiros sintomas surgiram quase um ano antes das gravações, mas inicialmente acreditou que a piora estivesse relacionada à fibromialgia, diagnóstico que possui desde 2016.

As gravações foram feitas nos dias 3 e 5 de junho de 2025. Mais de um ano depois, o inquérito ainda não foi concluído. A polícia afirma que continua reunindo elementos para comprovar a prática do crime.

De acordo com a principal linha de investigação, o caso teria sido motivado por ciúmes da amizade entre a professora e o namorado da investigada.

Maria Aparecida nega as acusações. Em nota, a defesa informou que ela possui transtornos mentais, está sob acompanhamento médico e não irá divulgar informações que possam interferir na investigação. O delegado responsável afirma, no entanto, que até o momento não foram apresentados documentos que comprovem esse diagnóstico.

Enquanto aguarda a conclusão do inquérito, Denny diz manter a esperança de recuperar a autonomia e voltar a realizar normalmente as atividades do cotidiano.





ICL Notícias

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