PF faz operação contra crimes sexuais e disseminação de vídeos de abuso contra mulheres

0
26


A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (11), uma operação de combate a crimes contra a dignidade sexual e disseminação de vídeos de abuso no ambiente digital. Segundo as investigações, brasileiros fazem parte de uma rede transnacional voltada para a difusão e trocas de vídeos de abusos sexuais cometidos contra mulheres em estado de sedação.

Os criminosos sedavam as mulheres com medicamentos, cometiam estupro contra as vítimas, filmavam o crime e disponibilizavam o conteúdo em sites e plataformas. Três pessoas foram presas em São Paulo, Bahia e Ceará.

Os agentes da Polícia Federal também cumprem sete mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos em São Paulo, Bahia, Ceará, Pará e Santa Catarina. As investigações começaram em 2025, após o recebimento de informações de cooperação internacional, por meio da Europol, envolvendo mais de 20 países.

Operação da PF

A PF apreendeu equipamentos eletrônicos, dispositivos de armazenamento de dados, aparelhos celulares, computadores e outros materiais potencialmente relacionados às atividades criminosas.

As investigações apontam para a atuação de redes de diversos países voltadas para o compartilhamento de vídeos de agressões sexuais contra mulheres. Segundo investigadores, entre os alvos estão homens que doparam as próprias companheiras e cometeram crimes sexuais para filmar e disponibilizar as imagens na internet.

Em mensagens, os suspeitos discutiam o uso de medicamentos com propriedades sedativas, demonstrando conhecimento sobre marcas comerciais e possíveis efeitos adversos dessas substâncias.

Segundo a PF, também foram identificados indícios que representam expressão manifesta de ódio, repulsa e objetificação da mulher, demandando uma resposta estatal integrada contra os suspeitos. Os alvos desta operação podem ser enquadrados nos crimes de estupro de vulnerável e de divulgação de cena de estupro ou de estupro de vulnerável, sem prejuízo de outras tipificações penais eventualmente aplicáveis.





ICL Notícias

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui