Pai que chutou filha de 3 anos é preso por tortura; filhos ajoelhavam em grãos

0
7


O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou por tortura e lesão corporal em contexto de violência doméstica um homem de 31 anos acusado de agredir de forma sistemática os dois filhos, entre eles uma menina de 3 anos filmada sendo chutada pelo pai em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. O caso veio à tona após a divulgação das imagens, que provocaram forte repercussão nas redes sociais.

Segundo a denúncia, protocolada na terça-feira (21) pela promotora Silvia Skaetta Donatti, da 1ª Promotoria de Justiça de Francisco Beltrão, as agressões não se limitaram ao episódio registrado em vídeo. As investigações apontaram que o homem submetia as crianças a castigos físicos frequentes, obrigando-as, por exemplo, a permanecer ajoelhadas sobre tampas de garrafa e grãos de milho.

De acordo com a investigação, os crimes de tortura teriam ocorrido entre os meses de junho e julho. No dia 2 de julho, o filho do investigado teria sido agredido no rosto com um pedaço de madeira. As lesões foram comprovadas por meio de fotografias anexadas ao processo.

No dia 5 de julho, o homem foi flagrado caminhando com as duas crianças. Em determinado momento, ele parou e desferiu um chute na filha, que caiu no chão.

Nas imagens, um homem tenta impedir a agressão, mas acaba sendo enfrentado pelo pai da criança. De acordo com a Polícia Civil, a menina não sofreu ferimentos.

A mãe da criança procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência na terça-feira (7), dois dias após o episódio, após tomar conhecimento da agressão por meio do vídeo que circulava nas redes sociais.

Em depoimento, o homem admitiu que “perdeu a cabeça” ao chutar a filha e afirmou estar arrependido. Ele relatou que a menina chorava durante o caminho de volta para casa após a família sair de um supermercado.

O homem, que não teve o nome divulgado, está preso. Na denúncia, o MP pediu a manutenção da prisão preventiva.

Para a promotora, o homem teve o objetivo de “provocar intenso sofrimento físico e mental” às crianças.

“A prática, além de causar dor acentuada, possui caráter humilhante e intimidatório, potencializando o sofrimento psíquico das vítimas, especialmente em razão da tenra idade das crianças, que se encontram em fase de desenvolvimento físico e emocional, com reduzida capacidade de compreensão e resistência a esse tipo de violência”, considerou o MP.

A polícia ouviu a mãe da menina, os avós maternos e um tio materno. O caso segue em tramitação na Justiça e já foi encaminhado ao Poder Judiciário, que decidirá se o homem se tornará réu.





ICL Notícias

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui