Por Paulo Eduardo Dias
(Folhapress) – As gravuras encontradas por policiais civis do 1º Cerco (Corpo Especializado em Repressão ao Crime Organizado) nesta quinta-feira (13) representam 8 das 13 obras levadas da biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, em dezembro passado.
As gravuras de Henri Matisse estavam em um apartamento em São Bernardo do Campo, no ABC. Além das imagens, uma arma foi apreendida.
Investigação da Polícia Civil aponta Laéssio Rodrigues de Oliveira, 53, considerado o maior ladrão de obras de arte e livros raros do país, como mandante do roubo de quadros da biblioteca Mário de Andrade, ocorrido em 7 de dezembro de 2025.
Naquela data, dois homens armados invadiram o espaço municipal, localizado na Consolação, região central de São Paulo, e levaram oito gravuras de Henri Matisse e cinco de Candido Portinari -estas da obra “Menino de Engenho”-, pertencentes à exposição “Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade”.
O suspeito apontado como mandante está preso desde abril após ação da Polícia Federal no Rio de Janeiro, em desdobramento de outro caso, após tentar corromper agentes de segurança de Instituto Federal para furtar obras de arte. Um segundo suspeito, com participação no roubo à biblioteca, também está detido pela mesma ação da PF.
Na operação, batizada de Operação Marchand pela Polícia Civil paulista, uma mulher foi presa. A Justiça havia expedido 11 mandados de busca e apreensão a pedido do delegado Ronald Quene, do 1º Cerco, responsável pela investigação desde o início.



