Na TV, Lula anuncia que fila do INSS vai ser zerada na próxima semana

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (27) que o governo deverá anunciar na próxima semana o encerramento da fila de espera do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A declaração ocorreu durante entrevista à Globo, na qual o presidente também comentou o escândalo envolvendo descontos indevidos e desvios de recursos de beneficiários da Previdência.

De acordo com Lula, o número de pessoas que ainda aguardará até 45 dias para ter uma solicitação analisada deverá ficar em 251 mil. Para o presidente, esse volume representa uma situação considerada regular para o funcionamento do órgão.

“A espera de 45 dias vai estar apenas em 251 mil pessoas, que é o normal”, disse Lula.

O presidente afirmou ainda que cerca de R$ 3 bilhões já foram recuperados e destinados ao ressarcimento de vítimas do esquema que envolveu recursos do INSS. Ele foi questionado durante a entrevista sobre a participação de pessoas ligadas ao seu governo no caso.

Lula também fez referência a uma promessa apresentada no início de seu atual mandato: acabar com o estoque de pedidos pendentes no instituto. Segundo o presidente, a quantidade de solicitações acumuladas chegou a aproximadamente 3 milhões de pessoas.

Ao explicar as dificuldades encontradas pela administração federal na área previdenciária, Lula atribuiu a situação à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Eles desmontaram o Brasil”, declarou Lula.

Na entrevista, o presidente sustentou que sua administração conseguiu reduzir o volume de pedidos pendentes e que está prestes a cumprir a promessa de eliminar a fila.

“Nós chegamos a 3 milhões de pessoas na fila, e nós vamos entregar agora a fila terminada na Previdência Social.”

Responsabilidade fiscal

O presidente também afirmou que seu governo mantém compromisso com a responsabilidade fiscal e deverá encerrar 2026 com resultado primário positivo.

Segundo Lula, ao assumir a Presidência, em janeiro de 2023, o governo encontrou um déficit de 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB). Para o presidente, a previsão de superávit primário de 0,1% neste ano demonstra uma melhora das contas públicas.

“Se tem alguém nesse país que tem responsabilidade fiscal, sou eu”, afirmou.

Lula também minimizou as preocupações relacionadas ao nível da dívida pública brasileira. Ele argumentou que uma dívida equivalente a cerca de 80% do PIB não seria excepcional quando comparada a outras grandes economias, como Estados Unidos, Japão e Itália.

O presidente ainda atribuiu parte da pressão sobre a dívida aos juros elevados no país e afirmou que a responsabilidade fiscal é um princípio que orienta sua atuação no governo.

Investigações sobre Fábio Luís

O presidente classificou como “ilações” as suspeitas envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Segundo ele, as acusações seriam baseadas em interpretações de telefonemas e, até o momento, não haveria provas de desvio de recursos públicos ou de conversas do filho com ministros.

Lula também afirmou acreditar na inocência de Lulinha e criticou os vazamentos de informações das investigações da Polícia Federal.

Lula, porém, declarou que não pretende interferir nas investigações e que, caso o filho tenha cometido algum ilícito, deverá ser responsabilizado como qualquer outro cidadão. “Não haverá da parte da Presidência da República um milímetro de movimento para proteger o meu filho”, afirmou.

O presidente também negou conhecer a lobista Roberta Luchsinger, que aparece nas investigações e mantém relação próxima com Lulinha, classificando como falsas as alegações de que teria oferecido a ela um cargo no governo.





ICL Notícias

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