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A segunda-feira (8) começa com os mercados globais em alta, em uma semana marcada por indicadores decisivos sobre a inflação dos Estados Unidos. O índice de preços ao produtor (PPI) será divulgado na quarta-feira (10), seguido pelo índice de preços ao consumidor (CPI) na quinta (11).
Os dados vêm na esteira de um payroll mais fraco que o esperado, com criação de apenas 22 mil vagas em agosto, abaixo da projeção de 75 mil. O resultado fortaleceu as apostas de que o Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense) poderá cortar os juros já na próxima reunião. A ferramenta FedWatch, da CME, indica aumento na probabilidade de um corte mais agressivo, de 0,5 ponto percentual.
Na China, as exportações cresceram 4,4% em agosto, abaixo da expectativa, refletindo a fraqueza do setor imobiliário e a insegurança no mercado de trabalho. Na França, o primeiro-ministro François Bayrou enfrenta hoje um voto de confiança em meio à tentativa de aprovar cortes de 44 bilhões de euros no orçamento.
No Brasil, os agentes acompanham hoje, às 8h, o IGP-DI de agosto, que reflete a variação de preços no atacado, na construção civil e ao consumidor. Minutos depois, às 8h25, o Banco Central divulga o Boletim Focus com projeções atualizadas para inflação, PIB (Produto Interno Bruto) e taxa básica de juros, a Selic.
Em Brasília, os olhos se voltam para o STF, que retoma nesta terça (9) o julgamento da ação penal sobre a trama golpista de 8 de janeiro. O relator, ministro Alexandre de Moraes, inicia a leitura de seu voto.
Brasil
O Ibovespa fechou a sexta-feira (5) com alta de 1,17%, aos 142.640 pontos, novo recorde histórico de encerramento, superando os 141.422 registrados em agosto. Na máxima do dia, o índice chegou a 143.408 pontos, a maior pontuação intradiária da história.
O bom humor no mercado brasileiro foi sustentado por expectativas de corte de juros nos EUA, após um payroll mais fraco do que o esperado, e pela valorização do real, com o dólar caindo 0,63%, a R$ 5,41. Os juros futuros também recuaram, reforçando o clima pró-risco.
Europa
As bolsas europeias sobem nesta segunda-feira, com os agentes atentos ao voto de confiança na França. O premiê François Bayrou deve ser derrotado, o que pode levar à troca do quinto chefe de governo em três anos. A crise política eleva a instabilidade na segunda maior economia da zona do euro. Revisões no rating da dívida francesa, previstas para esta semana, testam o apetite dos investidores.
STOXX 600: +0,21%
DAX (Alemanha): +0,63%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,16%
CAC 40 (França): +0,19%
FTSE MIB (Itália): +0,36%
Estados Unidos
Os índices futuros dos EUA avançam hoje, com os investidores digerindo as falas do presidente Donald Trump no domingo (7). Ele disse que líderes europeus visitariam os Estados Unidos na segunda e terça-feira para discutir como resolver a guerra entre Rússia e Ucrânia. Trump acrescentou que “não estava satisfeito” com o status da guerra, após repórteres perguntarem sobre o enorme ataque aéreo russo.
Dow Jones Futuro: +0,17%
S&P 500 Futuro: +0,22%
Nasdaq Futuro: +0,33%
Ásia
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam majoritariamente em alta, com os investidores reagindo ao anúncio de renúncia do premiê japonês, Shigeru Ishiba. Dados econômicos da China mostraram exportações e importações abaixo do esperado. A fraqueza do setor imobiliário e a insegurança no trabalho afetaram o desempenho.
Shanghai SE (China), +0,38%
Nikkei (Japão): +1,45%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,76%
Nifty 50 (Índia): +0,44%
ASX 200 (Austrália): -0,24%
Petróleo
Os preços do petróleo sobem após a Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados) anunciar no fim de semana que aumentará a produção de petróleo novamente a partir de outubro, embora o grupo esteja reduzindo o ritmo de aumentos.
Petróleo WTI, +1,63%, a US$ 62,88 o barril
Petróleo Brent, +1,59%, a US$ 66,54 o barril
Agenda
Nos EUA, saem os dados do índice de tendências de emprego e de crédito ao consumidor de julho.
Por aqui, no Brasil, o presidente Lula (PT) conversou com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, por telefone, e afirmou esperar que o acordo entre Mercosul e União Europeia seja assinado até o fim do ano. Durante a conversa, eles reforçaram a importância estratégica da parceria diante da instabilidade do comércio internacional. Lula também defendeu que regulamentos internos da União Europeia sobre salvaguardas estejam alinhados aos termos do acordo.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg



