Índices futuros recuam com ofensiva contra Jerome Powell

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Os índices futuros de Nova York operam em queda nesta segunda-feira (12), refletindo a preocupação dos mercados com a independência do Federal Reserve, o banco central estadunidense, após a abertura de uma investigação criminal pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos contra o presidente da instituição, Jerome Powell.

Em pronunciamento incomum divulgado em vídeo no domingo à noite (11), Powell confirmou que é alvo de investigação relacionada a seu depoimento ao Comitê Bancário do Senado sobre a reforma dos prédios administrativos do Fed. Com mandato até maio, o dirigente afirmou que a apuração representa mais uma tentativa do presidente Donald Trump de interferir na condução da política monetária e disse que não cederá a pressões políticas.

A escalada do embate intensificou receios de interferência institucional, segundo analistas, e desloca o foco do mercado para os discursos de dirigentes do Fed ao longo do dia, incluindo Raphael Bostic (Atlanta), Thomas Barkin (Richmond) e John Williams (Nova York).

No pano de fundo, o payroll de dezembro veio abaixo do esperado, abrindo espaço para a manutenção dos juros na reunião de janeiro, enquanto os dados de inflação ao consumidor (CPI) serão divulgados na terça-feira (13).

No Brasil, o destaque fica para a reunião entre o presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Vital do Rêgo, e a diretoria do Banco Central, que discutirá o caso envolvendo o Banco Master. Também é aguardada a divulgação do IGP-M, com expectativa de alta moderada, em torno de 0,30%.

Brasil

O Ibovespa encerrou a sexta-feira (9) em alta de 0,27%, aos 163.370 pontos, acompanhando os recordes de Wall Street e a valorização do petróleo. No acumulado da semana, o índice avançou 1,77%. No câmbio, o dólar à vista caiu 0,43%, a R$ 5,36, acumulando desvalorização semanal de 1,10% frente ao real.

No cenário doméstico, o mercado reagiu aos dados de inflação. O IPCA subiu 0,33% em dezembro, acelerando em relação a novembro, mas fechou 2025 em 4,26%, dentro do intervalo de tolerância da meta perseguida pelo Banco Central. Apesar do resultado, a leitura não alterou as expectativas para a política monetária, com apostas majoritárias de início do afrouxamento da taxa básica de juros, a Selic, em março.

Europa

As bolsas europeias operam em baixa, com os investidores avaliando os desdobramentos geopolíticos no Irã e a pressão renovada sobre o presidente do banco central estadunidense. A segunda-feira é de agenda de indicadores esvaziada na Europa.

STOXX 600: -0,21%
DAX (Alemanha): +0,03%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,10%
CAC 40 (França): -0,46%
FTSE MIB (Itália): -0,52%

Estados Unidos

Os índice futuros de Nova York recuam, enquanto os agentes aguardam a divulgação de dados de inflação ao consumidor, prevista para esta terça-feira (13). Na sexta-feira, o payroll de dezembro, principal dado do mercado de trabalho americano e que mede a criação de empregos fora do setor agrícola, veio abaixo do esperado, o que reforçou as projeções de manutenção dos juros pelo Federal Reserve.

Dow Jones Futuro: -0,56%
S&P 500 Futuro: -0,67%
Nasdaq Futuro: -0,99%

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam em alta, com destaque para o recorde do Kospi, na Coreira do Sul, enquanto investidores avaliavam uma possível intervenção dos EUA no Irã.

Shanghai SE (China), +1,09%
Nikkei (Japão): fechado por feriado
Hang Seng Index (Hong Kong): +1,44%
Nifty 50 (Índia): +0,23%
ASX 200 (Austrália): +0,48%

Petróleo

Os preços do petróleo reverteram tendência de alta e operam em baixa, enquanto o Irã entra na terceira semana de protestos, que já deixaram mais de 500 mortos, segundo informações da CNBC. Petróleo WTI, -0,14%, a US$ 59,04 o barril
Petróleo Brent, -0,11%, a US$ 63,27 o barril

Agenda

Nos Estados Unidos, estão previstos discursos de membros do Federal Reserve.

Por aqui, no Brasil, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse na sexta-feira passada que o governo espera que o acordo entre Mercosul e União Europeia entre em vigor ainda em 2026, após aprovação final das partes envolvidas. “O acordo deve ser assinado nos próximos dias e a nossa expectativa é de que a vigência ocorra este ano”, afirmou Alckmin em entrevista a jornalistas após os países da UE terem dado sinal verde para o bloco europeu aderir ao acordo, após 25 anos de negociação.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





ICL Notícias

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