Índices futuros recuam com inflação ao produtor no radar

0
55


ouça este conteúdo

00:00 / 00:00

1x

Os índices futuros dos Estados Unidos operam em queda nesta quarta-feira (16), com investidores à espera do índice de preços ao produtor (PPI) de junho nos EUA. A divulgação ocorre um dia após a inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) ter acelerado no mês passado, esfriando expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve, o banco central estadunidense.

A agenda econômica norte-americana segue intensa, com discursos de membros do Fed, dados da produção industrial e o Livro Bege, que trará uma visão regional da economia dos EUA. A temporada de balanços também ganha tração com resultados de Goldman Sachs, Morgan Stanley e Bank of America após surpresas positivas de JPMorgan e Citigroup.

No Brasil, a agenda esvaziada direciona atenções ao fluxo cambial semanal, divulgado à tarde pelo Banco Central. Em Brasília, a comissão especial da Câmara inicia a fase decisiva da proposta que altera o Imposto de Renda, com relatoria de Arthur Lira (PP-AL). Já a Comissão de Finanças debate o impacto das tarifas anunciadas por Trump sobre o comércio brasileiro.

Brasil

Ibovespa encerrou o pregão da terça-feira (15) com leve baixa de 0,04%, aos 135.250,10 pontos, uma perda reduzida de 48,89 pontos. No câmbio, o dólar à vista recuou 0,47%, cotado a R$ 5,5581.

Os temas do dia foram a reunião do governo Lula (PT) com empresários para discutir uma saída ao tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O empresariado sugeriu ao governo negociar diplomaticamente o adiamento da medida, mas esse não deve ser o caminho, conforme sinalizou o vice-presidente, Geraldo Alckmin, que liderou o encontro.

Sobre o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), o STF (Supremo Tribunal Federal) realizou ontem uma audiência de conciliação para discutir a validade do decreto presidencial que elevou a alíquota do imposto. Sob a condução do ministro Alexandre de Moraes, a sessão reuniu representantes do Executivo, do Congresso Nacional, da Procuradoria-Geral da República e de partidos que contestam a medida. No entanto, não houve acordo e a decisão final ficará a cargo de Moraes.

Europa

As bolsas europeias operam mistas hoje, pressionadas pela tensão tarifária global e pelas preocupações com o setor de semicondutores na região. No âmbito corporativo, as ações da montadora francesa Renault despencaram 16% nesta quarta depois que a empresa reduziu sua projeção de lucro para 2025 e anunciou a nomeação de um novo diretor-executivo interino.

STOXX 600: -0,19%
DAX (Alemanha): -0,06%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,13%
CAC 40 (França): -0,05%
FTSE MIB (Itália): +0,12%

Estados Unidos

Os índices futuros de Nova York recuam nesta quarta-feira, com os agentes ainda avaliando os impactos da inflação ao consumir de junho acelerar, sinalizando impacto das tarifas anunciadas por Trump. Hoje, esperam a divulgação da inflação ao produtor (PPI, na sigla em inglês).

Dow Jones Futuro: -0,05%
S&P 500 Futuro: -0,16%
Nasdaq Futuro: -0,29%

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam com baixa em sua maioria depois de Donald Trump ter dito na véspera que havia chegado a um acordo comercial preliminar com a Indonésia, que inclui uma cláusula de tarifa de 19% sobre as exportações do país para os EUA.

Shanghai SE (China), -0,03%
Nikkei (Japão): -0,04%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,29%
Kospi (Coreia do Sul): -0,90%
ASX 200 (Austrália): -0,79%

Petróleo

Os preços do petróleo avançam com o otimismo em relação à demanda estável nos Estados Unidos e na China, os dois maiores consumidores globais.

Petróleo WTI, -0,08%, a US$ 66,47 o barril
Petróleo Brent, -0,25%, a US$ 68,54 o barril

Agenda

Nos Estados Unidos, serão divulgados hoje os preços ao produtor e a produção industrial de junho, além de discursos de membros do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense).

Por aqui, no Brasil, o PT deve apresentar ainda nesta semana um projeto para regulamentar o teto salarial no serviço público, limitando os penduricalhos que elevam salários acima do permitido pela Constituição. A iniciativa faz parte da estratégia do governo Lula para reforçar o combate a privilégios e atrair o eleitorado popular antes de 2026. A proposta prevê apenas oito exceções indenizatórias e proíbe exclusões que aumentem o teto, segundo a Folha de S.Paulo. Também unifica todas as formas de remuneração no limite constitucional, incluindo acúmulo de cargos e aposentadorias públicas. O projeto quer corrigir lacunas da proposta em tramitação no Senado.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





Fonte: ICL

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui