Governo Trump é processado por 25 estados dos EUA por nova rodada de tarifas

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Vinte e cinco estados americanos governados por democratas entraram com uma ação judicial nesta segunda-feira (3) contra o governo de Donald Trump para contestar a nova rodada de tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos sobre produtos importados. Os estados afirmam que a medida ultrapassa a autoridade presidencial e viola limites legais para a adoção de barreiras comerciais.

A ação foi apresentada no Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos e questiona tarifas de 10% a 12,5% anunciadas pela Casa Branca em 23 de julho contra produtos de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil e a União Europeia. O governo Trump alega que as taxas são uma resposta à falta de medidas eficazes desses países para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado em suas cadeias de abastecimento.

Os estados democratas, no entanto, argumentam que a justificativa relacionada ao trabalho forçado seria um pretexto para recuperar uma política tarifária ampla que já enfrentou derrotas judiciais. Segundo os autores da ação, o presidente teria usado uma interpretação excessiva da legislação comercial para ampliar sua capacidade de impor tarifas sem autorização do Congresso.

Tribunal de Comércio Internacional dos EUA na cidade de Nova York, 22 de agosto de 2022. Getty Images
Tribunal de Comércio Internacional dos EUA na cidade de Nova York, 22 de agosto de 2022. Getty Images

Nova rodada de tarifas

A nova rodada de tarifas entrou em vigor em 24 de julho e substituiu uma cobrança temporária de 10% aplicada anteriormente pela administração Trump. As medidas afetam países responsáveis por uma parcela significativa das importações dos Estados Unidos e foram estabelecidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite ao governo americano agir contra práticas comerciais consideradas injustas.

A Casa Branca defende que a medida busca combater violações de direitos trabalhistas e proteger a indústria americana. Já os críticos afirmam que as tarifas podem elevar custos para empresas e consumidores nos Estados Unidos, além de ampliar tensões comerciais com parceiros internacionais.

A disputa ocorre meses após a Suprema Corte americana limitar o uso de poderes emergenciais pelo presidente para impor tarifas amplas. A decisão anterior levou o governo a buscar novas bases legais para manter sua agenda protecionista.

*Com informações de AFP





ICL Notícias

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