O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não conseguiu registrar sua candidatura à Presidência da República porque apareceu como filiado ao partido Missão nos registros da Justiça Eleitoral. O caso está sendo analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os partidos, federações e coligações têm até as 19h de sábado (15) para apresentar à Justiça Eleitoral os pedidos de registro de candidaturas.
A advogada da campanha de Flávio afirmou, em entrevista ao canal GloboNews, que a mudança foi descoberta quando a equipe reunia a documentação necessária para protocolar o pedido. “Precisamos entender se foi hacker, uma venda de senha, alguém que entrou no sistema dolosamente, a gente não sabe”, afirmou Maria Claudia Bucchianeri.
A campanha afirma ter uma certidão que registra Flávio como candidato do PL às 23h17 de quarta-feira (12). A advogada diz que a alteração ocorreu entre aquele horário e a manhã desta quinta. “É inequívoco que foi fraudulento. E aconteceu depois das 23h17 de ontem”, afirmou.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também à GloboNews, classificou o episódio como uma “falsificação”, sem detalhar como a alteração teria sido feita.
A mudança cadastral impede, por enquanto, que Flávio registre sua candidatura pelo PL. Para protocolar o pedido, a situação da filiação partidária precisa ser regularizada.

Flávio Bolsonaro foi oficializado pelo PL como candidato à Presidência durante convenção realizada em São Paulo, no fim de julho.
O Missão informou em nota que “foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro”. O partido diz que tentou no mesmo dia cancelar a filiação de Flávio, mas a ação foi rejeitada pelo TSE.
“Não é do interesse do partido acolher em seus quadros um parlamentar que, para além do desalinhamento ideológico, figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção”, diz.



