Domingos Sávio, do PL, e Marília Campos, do PT, são eleitos senadores por MG

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Por Gabriel Araújo

(Folhapress) – O deputado federal Domingos Sávio (PL) e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) foram matematicamente eleitos neste domingo (4) senadores por Minas Gerais. Com 99,68% das urnas apuradas, Sávio teve 24,24% dos votos válidos, enquanto Campos somou 19,43%.

Em terceiro lugar, ficou Carlos Viana (PSD), com 17,47% dos votos válidos, que não conseguiu a reeleição. Na sequência, ficaram Áurea Carolina (PSOL), com 12,98%; Marcelo Aro (PP), 11,61%; Marco Antônio Superman (Novo), 9,25%; e Aécio Neves (PSDB), com 4,06%, em sétimo lugar.

Campos, de 65 anos, foi uma das opções de Lula (PT) para concorrer como candidata a governadora e chegou a criticar a decisão do partido de lançar um nome próprio ao pleito estadual.

Prefeita da terceira maior cidade de Minas Gerais, de 2021 até este ano, ela renunciou ao cargo em abril para concorrer ao Senado e compôs, junto a Áurea Carolina (PSOL), o palanque mineiro do petista.

“Trata-se de uma pré-candidatura estratégica porque Minas não possui atualmente senadores da base do presidente Lula e porque representa um importante avanço na presença feminina em cargos majoritários”, disse a candidata eleita num comunicado de junho.

Na campanha, Marília afirmou que levaria a luta das cidades e das mulheres ao Congresso Nacional.

Sávio é ex-presidente estadual do PSDB e exerce seu quarto mandato como deputado federal. O político, hoje filiado ao PL, construiu uma campanha afirmando ser o único candidato de Jair Bolsonaro (PL) para o Senado em Minas Gerais.

Ele comentou a vitória em um vídeo nas redes sociais ao lado de Cleitinho, governador eleito de Minas Gerais. “O Brasil deu um recado elegendo uma ampla maioria de senadores que têm um compromisso de mudança. Não dá para assistir o Brasil mergulhar na corrupção e achar que isso é normal. A reação vem do povo brasileiro. E já mostrou, no primeiro turno, com Flávio Bolsonaro em uma ampla vantagem sobre o Lula”, disse. “Nós queremos colocar o Brasil no caminho certo, sem espírito de perseguição ou maldade, mas queremos justiça para todos. Não dá para viver num país em que alguém, só porque é ministro da Suprema Corte, se ache intocável.”

Ele foi uma figura frequente nos atos de Flávio Bolsonaro (PL) e Nikolas Ferreira (PL) no estado e participou dos “bloquinhos” organizados pelo deputado federal nas cidades do interior e na capital mineira.

Também recebeu o apoio de Cleitinho Azevedo (Republicanos), candidato ao governo de Minas Gerais, e retribuiu ao aceno, em mais de uma ocasião, pedindo voto útil para o senador no pleito. O candidato oficial do PL ao Governo de Minas é o empresário Flávio Roscoe.

Viana, de 63 anos, concorreu ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2022, pelo PL, e à prefeitura de Belo Horizonte em 2024, pelo Podemos. Ele não chegou a ser eleito e, neste ano, voltou ao PSD para buscar o novo mandato na casa.

As críticas ao Judiciário deram o tom de sua campanha. No horário eleitoral, Viana frequentemente destacou sua atuação enquanto presidente da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS e afirmou que sua primeira ação, caso alcançasse a presidência do Senado, seria abrir um processo de impeachment contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Neste domingo (4), o candidato reforçou críticas ao STF (Supremo Tribunal Federal) e disse que era preciso fazer uma “faxina geral” na política brasileira.

“Nós temos hoje uma Corte Suprema no Brasil que mostra para o país inteiro que a lei já não é mais igual para todos, a começar por alguns ministros do STF que se acham acima da lei, e pior, se enveredam para o caminho do crime”, afirmou o candidato em Divinópolis (MG), onde votou no início da tarde.

Apesar de ter afirmado no início de agosto que não concorreria nas eleições deste ano, Aécio Neves voltou atrás e confirmou a candidatura, mesmo após o prazo estabelecido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O tucano, que acabou em sétimo lugar, se valeu de uma brecha para a substituição de candidatos após a desistência de Marcelo Heringer (PDT) e Gustavo Galassi (PSDB) ao pleito. Durante sua campanha, Neves se apresentou como uma terceira via possível frente à polarização do cenário político brasileiro, mantendo-se como oposição tanto a Lula (PT) quanto a Flávio Bolsonaro (PL).

Aécio foi derrotado nas eleições presidenciais de 2014 ao Senado Federal. Duas vezes eleito governador de Minas Gerais, foi senador pelo estado entre 2011 e 2019 e, desde então, atuava como deputado federal.

Em 2017, Neves chegou a ser duas vezes afastado do Senado por decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) sob suspeita de corrupção no caso envolvendo a empresa JBS. Naquele ano, ele teria sido gravado pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista para pagar sua defesa na Operação Lava Jato.





ICL Notícias

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