Com previsão de nova onda de calor, França corre contra o tempo para conter incêndio

0
7


A França pode enfrentar uma nova onda de calor a partir desta terça-feira (28), segundo previsões dos serviços meteorológicos. Em algumas regiões, os termômetros poderão alcançar os 40°C, cenário que deve dificultar ainda mais o combate aos incêndios florestais que atingem o sudoeste do país.

A situação mais crítica é registrada no departamento de Gironde, onde as chamas seguem fora de controle. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, classificou o incêndio como “extremamente intenso e imprevisível… gerando seus próprios ventos e avançando erraticamente em direção à região metropolitana de Bordeaux”.

O fogo já destruiu cerca de 42 mil hectares de vegetação — uma área equivalente a quatro vezes o tamanho da cidade de Paris — e figura entre os maiores desastres florestais registrados na França desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Além da destruição provocada pelas chamas, a fumaça deteriorou significativamente a qualidade do ar em grande parte da região da Nova Aquitânia e em áreas vizinhas. Diante da situação, autoridades sanitárias emitiram alertas para a população, especialmente para idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou enfermidades crônicas.

As recomendações incluem manter portas e janelas fechadas, utilizar máscaras do tipo FFP2 ao sair de casa e evitar esforços físicos ao ar livre. Para reforçar a proteção da população, o gabinete do primeiro-ministro informou que mais de 1,5 milhão de máscaras FFP2 foram enviadas à região.

Até o momento, aproximadamente 220 mil moradores e trabalhadores foram retirados das áreas de risco, assim como cerca de 13 mil empresas precisaram interromper suas atividades devido aos incêndios.

Espanha também registra avanço das queimadas

O cenário é semelhante na Espanha, onde os incêndios florestais também cresceram de forma expressiva em 2026. Dados preliminares indicam que mais de 170 mil hectares foram consumidos pelo fogo desde o início do ano, número quase seis vezes superior aos cerca de 29 mil hectares registrados no mesmo período de 2025.

Durante uma conferência sobre mudanças climáticas realizada em Madri, o primeiro-ministro Pedro Sánchez relacionou o aumento das queimadas ao agravamento da crise climática.

” O que estamos vivenciando não é uma série de incidentes isolados. É… a manifestação mais dolorosa de uma emergência climática que está tornando… os incêndios florestais mais vorazes e as ondas de calor mais frequentes e, como resultado, nossa terra mais vulnerável. Não é mais uma exceção. É a regra.”

O premiê também afirmou que “a emergência climática mata” e defendeu medidas para enfrentar as causas do problema, além de ampliar a capacidade de prevenção dos impactos e acelerar a transição para fontes de energia mais limpas.

” Sem dúvida, fizemos progressos, mas é óbvio que devemos redobrar os nossos esforços, porque as previsões científicas estão a ser ultrapassadas ano após ano”, alertou.





ICL Notícias

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui