Casas Bahia pede proteção contra corte de mais contratos essenciais e cita ameaça de fornecedores

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Por Guilherme W. Almeida e Helena Schuster

(Folhapress) – O Grupo Casas Bahia pediu na terça-feira (1º) proteção contra a suspensão de mais contratos essenciais, como energia elétrica e gás, infraestrutura e telecomunicações e assistência de saúde de colaboradores e ex-colaboradores.

Dias após a varejista pedir recuperação judicial, a Justiça de São Paulo já havia proibido a interrupção de serviços considerados essenciais à operação, como energia elétrica, água, tecnologia, segurança e aluguel de imóveis.

Agora, a varejista diz à Justiça que “passou a receber, nos últimos dias, ameaças de suspensão e interrupção do fornecimento por parte de fornecedores”.

No documento, a companhia diz que as ameaças vieram de fornecedores que não foram incluídos no primeiro pedido ou foram citados, mas tiveram alguns contratos essenciais não elencados. Um dos contratos envolve o abastecimento energético de cerca de 25% do parque do grupo.

A ausência desses contratos ocorreu “por um lapso do Grupo Casas Bahia, diante da urgência na distribuição do pedido e do elevado volume de documentos envolvidos”, afirma o pedido.

Fornecedores já citados que, segundo a empresa, se recusam a cumprir o comando determinado pela Justiça também estão ameaçando cortar serviços, diz o texto.

Justiça já proibiu suspensão de serviços de energia elétrica, água, aluguel e outros (Foto: Reprodução)

Pedido da empresa

A Casas Bahia pede o pagamento de R$ 50 mil por nova ameaça de suspensão ou interrupção dos serviços e R$ 100 mil em caso de efetivo descumprimento da ordem, sem prejuízo. No pedido, o grupo afirma que a extensão da proteção aos contratos é “imprescindível e urgente”.

O texto diz que não quer rediscutir a essencialidade dos serviços, “mas assegurar que a acertada proteção conferida alcance, de forma ampla, todos os contratos celebrados” com os fornecedores das áreas citadas.

Relembre o caso

A varejista pediu recuperação judicial no dia 17 de agosto, declarando dívida de R$ 17,3 bilhões. Dez empresas da holding fazem parte da ação, entre elas as marcas Casas Bahia e Ponto Frio, o ecommerce Extra.com e a fabricante de móveis Bartira, além de subsidiárias de logística e tecnologia.

Desde então, a empresa vem tentando avançar em várias frentes para se reequilibrar. Nesta semana, a varejista comunicou a investidores que conseguiu suspender na Justiça ações judiciais e cobranças de dívidas por 180 dias.

A juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira reconheceu a tese de que a corrida de credores contra o patrimônio do grupo e os bloqueios judiciais já concedidos são um risco à reestruturação da empresa a justificam a blindagem temporária.





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