O governo brasileiro iniciou uma ofensiva diplomática para tentar reverter o veto da União Europeia (UE), que excluiu o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne e outros produtos de origem animal ao bloco europeu. A restrição está ligada às exigências sanitárias sobre o uso de antimicrobianos na pecuária e pode entrar em vigor a partir de 3 de setembro.
A medida anunciada pela UE na última terça-feira (12) provocou reação imediata do governo e do setor agropecuário. Segundo o Ministério da Agricultura, representantes brasileiros já se reuniram em Bruxelas com autoridades sanitárias europeias para discutir o tema e alinhar os próximos passos.
O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, afirmou que a União Europeia deverá detalhar quais exigências ainda não estariam sendo atendidas pelo Brasil. De acordo com ele, o país terá cerca de duas semanas para apresentar respostas e garantias de que as regras serão cumpridas antes do prazo final.
“Em duas semanas, o Brasil já deve responder com as medidas que estão sendo tomadas e dando garantias de que as novas regras serão cumpridas antes do prazo”, disse Rua.
O secretário também afirmou que o governo demonstrou insatisfação com a forma como a decisão foi comunicada pelo bloco europeu.
“O Brasil colocou que bons parceiros devem ser tratados como bons parceiros. E isso envolve comunicação, não ser pego de surpresa”, destacou.
Entenda o veto da União Europeia
A União Europeia atualizou a lista de países considerados aptos a cumprir suas normas contra o uso excessivo de antimicrobianos na produção animal. O Brasil acabou excluído da relação, enquanto outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, permaneceram autorizados.
Segundo autoridades europeias, o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre a não utilização de determinadas substâncias antimicrobianas ao longo do ciclo de vida dos animais destinados à exportação.
Esses antimicrobianos são usados para prevenir doenças em rebanhos e, em alguns casos, também funcionam como promotores de crescimento animal — prática proibida pela legislação europeia.
Entre as substâncias restritas pela UE estão:
- virginiamicina;
- avoparcina;
- bacitracina;
- tilosina;
- espiramicina;
- avilamicina.
Em abril, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria proibindo a importação, fabricação, comercialização e uso de parte desses produtos no Brasil, incluindo avoparcina e virginiamicina.
Especialistas apontam que o Brasil pode seguir dois caminhos para voltar à lista europeia: ampliar as restrições legais aos demais antimicrobianos ou comprovar, por meio de sistemas de rastreabilidade, que os produtos exportados não utilizam essas substâncias.
Alckmin defende padrão sanitário brasileiro
O vice-presidente Geraldo Alckmin também saiu em defesa do agronegócio brasileiro nesta quarta-feira (13), durante evento da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), em Brasília.
Segundo ele, o impasse com a União Europeia deve ser resolvido por meio do diálogo e da cooperação técnica.
“Entrou em vigência provisória a partir de 1º de maio e acho que essa questão vai se equacionar. Nós somos um exemplo para o mundo de cuidado sanitário, tanto em proteína animal, como proteína vegetal”, afirmou.
Alckmin ressaltou ainda a importância estratégica do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, considerado um dos maiores pactos entre blocos econômicos do mundo.
“Estamos falando de US$ 22 trilhões de mercado e, claro, que tinha uma resistência na União Europeia e, principalmente, um receio do acordo com a questão do agro”, declarou.
Setor agropecuário reage e cobra solução
Entidades do setor afirmaram que o Brasil continua apto a exportar para a Europa até setembro e que trabalham junto ao governo para atender às exigências europeias.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) declarou que o país segue “plenamente habilitado” e informou que protocolos técnicos já estão sendo desenvolvidos em parceria com o Ministério da Agricultura.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) também afirmou que o Brasil cumpre os requisitos sanitários exigidos pela UE e prometeu prestar esclarecimentos às autoridades europeias.
Já representantes do setor de mel e da agropecuária demonstraram preocupação com possíveis impactos comerciais e acusaram a Europa de utilizar exigências regulatórias como barreiras comerciais após o avanço do acordo Mercosul-UE.
A Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) classificou a decisão como preocupante, principalmente por ocorrer poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia.
Impacto para as exportações brasileiras
A União Europeia é um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco ocupa a terceira posição entre os maiores compradores em valor exportado, atrás apenas de China e Estados Unidos.
Além da carne bovina, a medida europeia pode afetar exportações de frango, ovos, mel e pescados.
Apesar da tensão diplomática, o governo brasileiro aposta em negociações técnicas para evitar que as restrições entrem efetivamente em vigor em setembro.




https://shorturl.fm/Q8Ooh
https://shorturl.fm/oBvdt
Keystone bcbs adult basic pittsburghHardcore sex with black strangerPleasure p layoutPrivate
sex working girlsFacial fracturesFree lesbian ons porn strapFree
use vintage clothes imagesWhy women perfer doggie styleAustralia gay kewUsing pantyhose to attract men xnxx Young teens making lovePenis chainsSharon wild in her first big black cockLesbian pornoxoBiggest ass tubeLynn speres nakedTall
blonde matureClear porn on windows 7Lady tigra nude pics https://xnxxfree.win/ Wikipedia male porn starYoung small tits
teeniesEbony teen massacre fuckingExtreme vagina sportsFree
milf porn movies onlineMale deep throat and gagHot older matures elders nude xnxx Mary carey fucks teacherSexy slutty girlsShannon elizabeth hardcoreNude
girls bbsGreeter mart wal xxxGerman porn matureEscorts docklandsNude yearbookPee drinking storiesBay in sex thunder