Bebê morre ao prender a cabeça em creche de São Paulo

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Por Paulo Eduardo Dias

(Folhapress) – A Polícia Civil de São Paulo abriu uma investigação para apurar a conduta de cinco funcionários de uma creche conveniada à prefeitura na rua Doutor Costa Valente, no Brás, após a morte de um bebê de um ano e quatro meses nesta quarta-feira (22).

Entre os investigados estão a diretora, uma coordenadora, duas pedagogas e uma professora da CEI (Centro de Educação Infantil) Luz do Brás, gerida por uma entidade privada e com vagas custeadas pela prefeitura. O caso é tratado inicialmente como homicídio culposo — ou seja, sem intenção de matar. A reportagem não localizou os responsáveis pela escola.

Policiais militares passavam pela avenida Celso Garcia quando foram acionados por funcionários da creche, que já levavam a criança para um hospital. O bebê foi encaminhado à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Mooca, na zona leste da capital, onde morreu.

Conforme o boletim de ocorrência, o acidente aconteceu durante uma atividade recreativa. A criança teria colocado a cabeça em um espaço entre uma grade e uma parede de alvenaria, não conseguindo se soltar.

O menino, chamado Abdoulaye Dieng, é filho de senegaleses. Segundo o advogado da família do menino, Erson de Oliveira, a criança foi levada pelo pai à creche às 7h30 e, por volta das 8h40, a instituição mandou uma mensagem avisando que ela estava sendo atendida na UBS da Mooca porque havia passado mal. “Só que a criança já chegou falecida”, disse.

“Ela prendeu a cabeça e lutou muito pela vida, para o pescocinho ficar todo roxo. Ela se machucou bastante. E cadê o monitoramento? Então isso quer dizer o quê? Não tinha nem uma pessoa, não tinha ninguém, nenhum funcionário, nenhum monitor acompanhando a criança. A causa da morte foi asfixia, é o que consta no boletim médico”, acrescentou o advogado.

A investigação está a cargo do 8º DP (Brás). A Polícia Civil solicitou exames ao IML (Instituto Médico Legal) e ao IC (Instituto de Criminalística).

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação da gestão Ricardo Nunes (MDB) lamentou o ocorrido e manifestou solidariedade aos familiares e amigos.

“Equipes da Diretoria Regional de Educação e do Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem (NAAPA) estão prestando o suporte necessário à família.”

“As circunstâncias da ocorrência no CEI parceiro Luz do Brás estão sendo rigorosamente apuradas pelos órgãos competentes. A secretaria colabora integralmente com as investigações e adotará todas as providências cabíveis após a conclusão da apuração dos fatos”, acrescentou o texto.

Das mais de 4.000 escolas municipais de São Paulo, cerca de 2.500 são da rede conveniada.





ICL Notícias

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