Ativistas de flotilha pró-Palestina anunciam nova missão em 2026, a maior já realizada

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Por Brasil de Fato 

A organização Flotilha Global Sumud anunciou que fará uma nova operação marítima com o objetivo de prestar assistência aos palestinos na Faixa de Gaza. Segundo as informações divulgadas pelo canal iraniano Hispan TV, o grupo pretende utilizar mais de 100 embarcações e contar com o trabalho de 3 mil voluntários de diversos países. A previsão é que a frota comece a navegar na primavera de 2026 (no hemisfério norte).

Em um comunicado, os responsáveis pela iniciativa afirmam que o projeto é “uma expansão decisiva” em comparação aos esforços realizados anteriormente, tendo o dobro do tamanho da missão passada, realizada em outubro passado, que como outras anteriores, foi interceptada pelas forças do regime israelense.

“Em resposta a um apelo direto dos palestinos em Gaza, a GSF anuncia uma expansão decisiva de sua próxima missão na primavera de 2026”, declarou a organização, agregando que um dos objetivos da missão é contestar as restrições de movimentação que seguem impostas ao território palestino e fornecer socorro essencial à população

“Nosso objetivo é ajudar a romper o cerco, confrontando diretamente o bloqueio ilegal que Israel mantém em Gaza há décadas; para fornecer ajuda vital, que inclui um componente humanitário em larga escala; para estabelecer uma presença protetora desarmada a fim de dissuadir a violência e documentar as violações”, declarou a GSF.

Além de entregar mantimentos, os voluntários querem focar na “reconstrução da infraestrutura civil destruída durante dois anos de conflito”. O grupo descreve a jornada como “a maior ação civil coordenada por via marítima em prol da Palestina até o momento”.

A Flotilha Global Sumud é uma iniciativa marítima internacional de caráter humanitário, que reúne diversas organizações da sociedade civil de diversos países, visando romper o bloqueio naval israelense à Faixa de Gaza e entregar ajuda humanitária e assistência à população palestina.

Cardeal católico visita casa e relata destruição e fome

Dados apontam que quase 71 mil palestinos morreram desde o começo dos ataques de Israel a Gaza outubro de 2023, e segundo informações de agências internacionais, o regime israelense segue violando o acordo de cessar-fogo, assinado em outubro deste ano. Além disso, após dois anos de ataques, quase toda a infraestrutura do território palestino encontra-se destruída, o que impõe à população todo o tipo de vulnerabilidade, seja pela falta de água, luz elétrica ou abrigos adequados.

Ativistas de flotilha pró-Palestina anunciam nova missão em 2026, a maior já realizada
Território de Gaza foi completamente devastado pela agressão militar israelense. | Crédito: Bashar Taleb/AFP

O representante da Igreja Católica para a região, o cardeal Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém, passou três dias em Gaza e afirmou que, apesar dos danos causados pelas bombas, os habitantes locais desejam retomar suas rotinas e reconstruir o que foi perdido.

O patriarca é a principal autoridade que representa a Igreja Católica em Israel, Palestina, Jordânia e Chipre, e esteve em Gaza entre os dias 19 e 21, e a informação foi divulgada pela agência oficial de notícias do Vaticano.

Em conversa com jornalistas nesta terça-feira (23), Pizzaballa relatou a dramática situação de pobreza extrema generalizada, falta de infraestrutura básica, entre outros problemas estruturais.

“Os problemas ainda estão todos lá. Casas, escolas e hospitais precisam ser reconstruídos. A população vive em extrema pobreza, cercada por esgoto e lixo, mas, ao mesmo tempo, tem o desejo de reconstruir suas vidas”, declarou o religioso. “Não obstante, há sinais de esperança em Gaza”, completou o cardeal.

“Como Igreja”, seguiu Pizzaballa, “faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para restaurar a estabilidade em Gaza. Devemos ser a voz de todos os pobres e de todos os que sofrem por causa da guerra. É claro que não podemos ignorar o que aconteceu nem acreditar que a paz virá amanhã, mas devemos passar de um estado de oposição para um estado construtivo”, completou.





ICL Notícias

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