Assessor de Milei monitorou fuga de Flávio Bolsonaro desde início, diz jornal

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Por Ana Luiza Albuquerque

(Folhapress) – O argentino Santiago Caputo, assessor do presidente Javier Milei, esteve na terça-feira (27) à noite em Puerto Iguazu, de onde o senador Flávio Bolsonaro (PL) fugiu em um voo particular para os Estados Unidos. A informação é do jornal argentino El Clarín, um dos principais do país.

Investigado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), o filho de Jair Bolsonaro (PL) ignorou a ordem do ministro Alexandre de Moraes para entregar os passaportes e embarcou na noite de terça em um jato privado operado pela Baires Fly S.A., empresa citada em uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos no governo Milei.

Segundo o El Clarín, Caputo monitorou a operação de fuga desde o início, quando empresas vinculadas à Embaixada dos Estados Unidos teriam contratado o voo da Baires Fly.

Na terça pela manhã, quando jornalistas e aliados tentavam descobrir o paradeiro de Flávio, o assessor de Milei publicou no X uma imagem do filme “O Grande Truque”, do diretor Christopher Nolan, sobre mágicos rivais.

A postagem foi feita minutos antes da primeira declaração do governo argentino sobre o assunto, quando foi dito que o filho de Bolsonaro não havia ingressado no país. Jornalistas noticiavam que Flávio havia tentado fugir na madrugada de terça pelo aeroporto de Puerto Iguazu, mas que havia ocorrido um problema nos trâmites.

O filho de Bolsonaro de fato decolou na aeronave identificada pelos jornalistas, mas apenas na terça à noite. De acordo com as autoridades argentinas, sua família teria embarcado às 23h30.

Na terça à tarde, aliados de Flávio informaram a jornalistas brasileiros que ele já estava em um voo em direção aos Estados Unidos. Nesta quarta-feira (28), com a confirmação de que o senador embarcou, na verdade, horas depois, eles afirmaram que também foram despistados pelo clã Bolsonaro.

No X, Caputo, assessor de Milei, escreveu que a cobertura jornalística foi um vexame. Segundo o El Clarín, ele próprio foi apontado por integrantes do governo argentino como um dos envolvidos na inteligência que possibilitou a fuga de Flávio.

Ainda de acordo com o jornal, o assessor tem comunicação direta com pessoas influentes no governo americano de Donald Trump.

Após a derrota para o presidente Lula (PT) no domingo (25), Flávio fez ameaças golpistas ao dizer que pediria a anulação das eleições. No dia seguinte, afirmou que havia sido intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes, que cumpriria a decisão e que nunca teve a intenção de deixar o país.

Uma investigação que tramita no Supremo apura se o senador está envolvido junto ao advogado Willer Tomaz, seu amigo, com lavagem de dinheiro por meio de bets. Willer também investigado no caso das fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).





ICL Notícias

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