Alívio geopolítico impulsiona mercados globais

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Os mercados globais reagem, nesta quinta-feira (22), ao alívio na tensão geopolítica, após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, indicarem recuo em ameaças tarifárias à Europa e a busca por um acordo envolvendo a Groenlândia. O tom mais conciliador foi reforçado durante sua presença no Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça).

No radar, os investidores acompanham a divulgação do PCE de novembro — principal métrica de inflação utilizada pelo Federal Reserve, o banco central estadunidense, para balizar a política monetária —, além da leitura final do PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre e dos pedidos semanais de auxílio-desemprego.

A temporada de balanços nos EUA também segue no foco, com resultados de General Electric, Intel e Procter & Gamble, após números e guidance positivos da Johnson & Johnson.

No Brasil, a agenda destaca entrevista da Receita Federal sobre a arrecadação de dezembro e o balanço de 2025, o que pode trazer sinalizações relevantes para o cenário fiscal doméstico.

Brasil

O Ibovespa registrou, na quarta-feira (21), a maior alta diária em quase três anos, além de um novo recorde histórico acima dos 171 mil pontos. O principal índice da B3 avançou 3,33%, encerrando o pregão aos 171.817 pontos.

Na semana, o IBOV acumula ganhos de 4,26% e, no ano, já sobe mais de 6,6%, refletindo a entrada consistente de recursos no mercado acionário local.

O movimento tem sido sustentado, sobretudo, por uma rotação global de carteiras em direção a mercados emergentes, diante da percepção de aumento do risco nos Estados Unidos. A deterioração do humor em Wall Street, associada a incertezas na condução da política externa norte-americana, elevou o prêmio de risco dos ativos do país e estimulou a busca por alternativas fora do eixo central.

Europa

As bolsas europeias operam em alta, depois que Donald Trump afirmou que ele e o secretário-geral da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Mark Rutte, estabeleceram uma “estrutura” para um futuro acordo relacionado à Groenlândia.

STOXX 600: +1,16%
DAX (Alemanha): +1,20%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,79%
CAC 40 (França): +1,28%
FTSE MIB (Itália): +0,98%

Estados Unidos

No radar dos investidores hoje, além de dados econômicos relevantes, estão os balanços corporativos da Intel, Procter & Gamble e GE Aerospace.

Dow Jones Futuro: +0,23%
S&P 500 Futuro: +0,45%
Nasdaq Futuro: +0,67%

Ásia

As bolsas asiáticas acompanharam o desempenho de Wall Street na véspera, depois que Donald Trump recuou de impor tarifas sobre a Europa. Das notícias da região, o Japão divulgou seus dados comerciais de dezembro, com um crescimento das exportações de 5,1%, abaixo das expectativas de analistas.

Shanghai SE (China), +0,14%
Nikkei (Japão): +1,73%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,17%
Nifty 50 (Índia): +0,28%
ASX 200 (Austrália): +0,75%

Petróleo

Os preços do petróleo operam em baixa, apesar do arrefecimento das tensões geopolíticas sobre a Groenlândia.

Petróleo WTI, -0,25%, a US$ 60,47 o barril
Petróleo Brent, -0,35%, a US$ 65,01 o barril

Agenda

Nos EUA, a agenda traz a divulgação de dados de pedidos de auxílio-desemprego semanal, do PIB do terceiro trimestre anualizado e o indicador de inflação PCE de novembro.

Na zona do euro, saem os dados da Confiança do Consumidor de janeiro.

Por aqui, no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na quarta-feira (21) a medida provisória que estabelece uma regra para o reajuste anual do piso salarial dos professores da rede pública. O cálculo previsto na medida provisória envolve a reposição da inflação e um porcentual a mais a partir da contribuição dos estados ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





ICL Notícias

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