Dez dias após os fortes terremotos que atingiram o norte da Venezuela, o número de vítimas fatais chegou a 2.954, segundo o balanço oficial divulgado pelas autoridades venezuelanas. Além das mortes, mais de 12 mil pessoas ficaram feridas e milhares continuam desalojadas.
Os dois tremores, registrados em junho, tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5 e ocorreram com menos de um minuto de intervalo. O impacto provocou o desabamento de edifícios, destruição de infraestrutura e graves danos em diversas cidades, especialmente na região costeira e na capital, Caracas.
As equipes de resgate seguem atuando nas áreas mais afetadas, embora as chances de encontrar sobreviventes diminuam com o passar dos dias. As autoridades informaram que milhares de pessoas foram retiradas dos escombros desde o início da operação, enquanto centenas de imóveis permanecem interditados devido ao risco de novos desabamentos.
A tragédia também desencadeou uma ampla mobilização internacional. Países da região e organizações humanitárias enviam alimentos, medicamentos, equipamentos e profissionais especializados para auxiliar no atendimento às vítimas e na recuperação das áreas devastadas. O Brasil, por exemplo, encaminhou cerca de seis toneladas de ajuda humanitária ao país vizinho.
Enquanto o governo concentra esforços nas ações emergenciais, especialistas alertam que a reconstrução poderá levar anos, diante da dimensão dos danos materiais e do impacto social provocado pelos terremotos.



