Suspeita de matar casal de idosos em BH acumulava dívidas com apostas

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A mulher apontada como principal suspeita de assassinar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, enfrentava problemas financeiros ligados a apostas online e recebeu ajuda da família para quitar uma dívida de R$ 40 mil com um agiota, segundo a Polícia Civil de Minas Gerais.

As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (2). De acordo com a investigação, parentes de Paola Stefany Neto Cirino arrecadaram o valor para tentar ajudá-la a sair da situação financeira.

Segundo o delegado Gustavo Barletta, familiares confirmaram que reuniram cerca de R$ 40 mil para quitar o débito. Já o delegado Felipe Freitas afirmou que a polícia ainda não sabe como a dívida foi contraída, mas informou que os parentes disseram que o dinheiro teria sido destinado ao pagamento de um agiota.

A tia da suspeita, Nilza Maria Neto, contou que Paola desenvolveu um vício em apostas virtuais, incluindo o chamado “jogo do Tigrinho”. Ela afirmou que a família percebeu mudanças no comportamento da sobrinha e decidiu levá-la a um hospital psiquiátrico em Belo Horizonte, onde recebeu atendimento e iniciou tratamento com medicamentos. Segundo a familiar, porém, o tratamento não foi mantido regularmente.

Enquanto a investigação avança, Paola continua foragida.

Crime foi classificado como latrocínio

A Polícia Civil concluiu que o casal foi vítima de latrocínio — roubo seguido de morte — e pediu a prisão preventiva da suspeita.

As investigações apontam que aquela foi a primeira vez que Paola trabalhou no apartamento das vítimas. Contratada como diarista por indicação de um parente do casal, ela teria iniciado o serviço na manhã de segunda-feira (29).

Segundo os investigadores, o ataque ocorreu por volta do meio-dia. Cláudio Atala costumava sair de casa durante os jogos da Seleção Brasileira, mas permaneceu no imóvel para acompanhar a partida porque era o primeiro dia de trabalho da diarista.

A perícia constatou que o advogado foi atingido por 17 facadas, enquanto a empresária sofreu sete golpes. Ambos apresentavam ferimentos de defesa, indicando que tentaram reagir às agressões.

De acordo com a polícia, após o crime, a suspeita tomou banho no apartamento, trocou de roupa e deixou o prédio levando bolsas, mochilas e diversos pertences do casal.

Imagens das câmeras de segurança mostram que ela entrou no edifício carregando apenas uma bolsa e saiu aproximadamente oito horas depois com vários objetos.

Entre os itens levados estavam relógios, joias, celulares e outros bens de valor. Parte do material foi vendida na região central de Belo Horizonte antes da fuga.

Na quarta-feira (1º), investigadores recuperaram os celulares das vítimas em Vespasiano. Para a Polícia Civil, a localização dos aparelhos reforça a hipótese de que o crime teve motivação patrimonial.

As autoridades também apuram se Paola recebeu ajuda para escapar. Câmeras de segurança registraram um carro parado por cerca de 15 minutos nas proximidades do prédio antes de ela entrar no veículo.

Após passar pela região central de Belo Horizonte, a suspeita seguiu para Ribeirão das Neves, onde morava com familiares. No dia seguinte, deixou o local levando o filho de 6 anos e, desde então, não foi mais localizada.





ICL Notícias

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