Sem consenso sobre guerra, Brics não consegue fechar declaração final de cúpula

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Os países do Brics não chegam a um acordo sobre uma declaração final e a guerra no Irã revela os limites do bloco. Nesta sexta-feira, os chanceleres do grupo de países emergentes encerraram dois dias de negociações. Mas, ao contrário de outros eventos, não houve uma declaração conjunta.

Coube apenas aos anfitriões indianos apresentar um resumo do encontro, declarando abertamente que existem diferenças entre os membros sobre a crise no Oriente Médio.

O bloco conta tanto com o Irã como Arábia Saudita e Emirados Árabes, países que estão em lados opostos no conflito.

Durante os encontros, a delegação iraniana chegou a acusar os Emirados Árabes de fazer parte da ofensiva contra Teerã.

No texto final, apresentado apenas pela presidência indiana, foi contatado:

Havia opiniões divergentes entre alguns membros em relação à situação na região da Ásia Ocidental/Oriente Médio. Os membros do BRICS expressaram suas respectivas posições nacionais e compartilharam uma gama de perspectivas.

Entre os pontos de vista articulados, incluíram-se a necessidade de uma resolução rápida da crise atual, o valor do diálogo e da diplomacia, o respeito à soberania e à integridade territorial, a defesa do direito internacional, a importância do fluxo seguro e desimpedido do comércio marítimo pelas vias navegáveis ​​internacionais e a proteção da infraestrutura civil e das vidas civis.

O impacto dos recentes acontecimentos na situação econômica global foi enfatizado por muitos membros.

O Brasil foi representado pelo chanceler Mauro Vieira.





ICL Notícias

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