PF e CGU deflagram nova fase da operação que apura fraudes no INSS

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A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagram, nesta quarta-feira (27/5), nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos descontos indevidos no pagamento de aposentadorias e pensões do INSS.

Estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, oito cautelares de monitoramento eletrônico e outras medidas constritivas, expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de Pernambuco, São Paulo e Paraíba, além do Distrito Federal.

A  operação tem como objetivo finalidade aprofundar as investigações que visam esclarece crimes como  constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.

 

As investigações sobre fraudes no INSS revelaram um esqueme em que associações e sindicatos realizaram descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas sem autorização dos segurados, causando prejuízos bilionários. Segundo estimativas da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União, o rombo pode chegar a R$ 6,3 bilhões, atingindo cerca de 4,1 milhões de beneficiários em diferentes regiões do país.

O esquema teria funcionado entre 2029 e 2024, mas investigações posteriores revelaram que as primeiras denúncias foram feitas ainda em 2017.  Entre os principais operadores investigados estão Maurício Camisotti e Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontados como articuladores do esquema.

A operação da Polícia Federal deflagrada em abril de 2025 cumpriu centenas de mandados de busca e apreensão em diversos estados e resultou no afastamento de servidores, além da prisão de investigados ligados ao esquema. O então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi afastado do cargo durante as investigações.

As autoridades também passaram a apurar suspeitas de omissão de gestores públicos diante de alertas sobre irregularidades recebidos ainda nos primeiros anos do esquema. Relatórios e documentos revelados posteriormente indicaram que órgãos do governo haviam sido informados sobre denúncias de descontos indevidos, mas falhas de fiscalização permitiram a continuidade das fraudes.

O escândalo provocou forte repercussão política e administrativa, culminando na saída do então ministro da Previdência, Carlos Lupi. Além disso, a CPMI do INSS passou a investigar possíveis conexões políticas e empresariais envolvendo figuras públicas e ex-integrantes da autarquia. O governo federal iniciou um processo de reembolso para aposentados e pensionistas prejudicados pelos descontos indevidos, enquanto a Polícia Federal segue conduzindo novas fases da operação e aprofundando acordos de delação premiada relacionados ao caso.





ICL Notícias

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