O estudo quer identificar se idosos com comorbidades desenvolveram mais sequelas pós-COVID-19
Um estudo do Centro de Pesquisa, Ensino e Desenvolvimento Tecnológico (Gerontec), da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (Funati), analisa se idosos com comorbidades desenvolveram sequelas após terem tido contato com a Covid-19. A pesquisa conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), juntamente com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O objetivo é verificar como pode ser feito o tratamento e de que forma o sistema de saúde pode agir, daqui para frente, com essas novas condutas da pandemia. O projeto é desenvolvido pela doutora em farmacologia e gerontologia, Verônica Farina Azzolin, que ganhou uma bolsa da Fapeam para desenvolver o pós-doutorado nesse estudo. A pesquisa conta, ainda, com a parceria do doutor em medicina e ciências da saúde, médico Euler Ribeiro, reitor da Funati.
O estudo iniciou ano passado com uma triagem realizada no Centro de Atenção Integral à Melhor Idade (CAIMI) Ada Rodrigues Viana, no bairro Compensa, zona oeste de Manaus. Mais de 300 idosos que apresentaram sequelas participaram. Foi iniciada uma metodologia mais aprofundada, denominada de SeqCovid19, com a intenção de chegar a conclusões mais precisas referente ao estudo.
“Hoje a gente está fazendo a validação de uma escala de sequelas, a gente já fez em mais de 100 idosos, já entrevistou esses idosos. O que a gente mais verifica é a questão da memória, do sono, alguma coisa relacionada a audição, visão, e transtornos de humor, ansiedade e depressão”, pontuou a pesquisadora Verônica Farina.
Na fase atual da pesquisa, que já está 50% concluída, os idosos passam por exames laboratoriais e diversas outras escalas gerontológicas, já desenvolvidas e aprovadas para tentar validar o estudo.
“Dentre os exames laboratoriais, a gente observou uma grande quantidade de idosos com glicemia e colesterol elevados. Então a gente já fez a primeira avaliação. A segunda avaliação está prevista para dezembro, seis meses para gente ver se esses idosos tiveram uma evolução, se essas sequelas evoluíram para pior ou então quem sabe com o tempo elas foram diminuindo ou não”, pontuou a doutora, que deu mais detalhes sobre a avaliação.
“A gente vai fazer uma avaliação da questão inflamatória desses pacientes, como que ficou o sistema inflamatório deles. A gente vai analisar diversas citosinas e o processo inflamatório”, completou.
A previsão é que até o final do ano, com a nova fase da pesquisa aplicada, 80% do estudo esteja concluído. Dessa forma, os resultados devem ser entregues no início de 2023.




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