Ibovespa sobe 1,24% após tombo histórico

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O Ibovespa reagiu nesta quarta-feira (4) após a pior queda do ano e avançou 1,24%, aos 185.366 pontos, recuperando parte dos mais de 6 mil pontos perdidos na véspera. O movimento refletiu um ajuste técnico e a busca por oportunidades, mas o ambiente permanece volátil diante da escalada do conflito no Oriente Médio.

No câmbio, o real ganhou fôlego. O dólar comercial recuou 0,89%, para R$ 5,218, enquanto os juros futuros caíram ao longo de toda a curva, acompanhando a melhora do humor externo.

O gatilho para o alívio veio dos Estados Unidos. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o governo de Donald Trump dará suporte a petroleiros que transitam pelo Golfo Pérsico e deve anunciar novas medidas nos próximos dias. A sinalização reduziu, ainda que temporariamente, o temor de interrupções na oferta global de petróleo.

Relatos de que a CIA teria sido procurada por representantes iranianos para conversas reservadas também alimentaram apostas em uma saída negociada — hipótese oficialmente negada por Teerã.

Mesmo assim, os riscos permanecem elevados. O Estreito de Ormuz segue no centro das tensões, e Washington reforçou que o conflito pode se prolongar. Em meio às incertezas, o ouro voltou a subir, mantendo-se como ativo de proteção.

No Brasil, a alta foi disseminada, com exceções pontuais. A Petrobras recuou 1,10%, descolando-se do petróleo. Já PRIO, PetroRecôncavo e Brava avançaram. A Vale caiu 0,46%, pressionada pela oscilação do minério de ferro e por questionamentos judiciais envolvendo a Estrada de Ferro Carajás.

Entre os bancos, o desempenho foi positivo após o Banco Central autorizar a dedução de valores antecipados ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) dos recolhimentos compulsórios. O destaque ficou para o Santander Brasil, com alta de 2,20%.

O pregão mostrou que há espaço para recuperação técnica. Mas, enquanto o conflito avançar e as negociações permanecerem incertas, a volatilidade tende a seguir como regra — e não exceção.

Mercado externo

As bolsas internacionais acompanharam o movimento de recuperação. Nos Estados Unidos, os principais índices fecharam em alta, assim como na Europa, onde dez países anunciaram planos de retirada civil em caso de agravamento da guerra.

O Dow Jones subiu 0,49%, aos 48.739,41 pontos; o S&P 500, +0,78%, aos 6.869,50 pontos; e o Nasdaq, +1,29%, aos 22.807,48 pontos.





ICL Notícias

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