O Ibovespa encerrou esta quarta-feira (6) em alta de 0,50%, aos 187.690,86 pontos, em um pregão marcado pela combinação de fatores internos e externos. Já o dólar à vista avançou 0,18%, fechando a R$ 4,9207.
Em dia de agenda fraca por aqui, os investidores repercutiram a notícia de que os Estados Unidos devem seguir a via diplomática nas negociações com o Irã, gerando um movimento de alívio pelos mercados globais.
Na frente corporativa, o destaque positivo ficou para a Vale, que avançou 3,62%, acompanhando a valorização do minério de ferro no mercado internacional e a melhora do apetite global por risco. A companhia também foi beneficiada pela elevação de preço-alvo por instituições financeiras.
Além disso, os agentes repercutiram a temporada de balanços. O Itaú Unibanco reportou lucro recorrente gerencial de R$ 12,3 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 10,4% na comparação anual, resultado considerado misto por analistas.
A maior alta do dia foi da C&A, que saltou 7,06% após resultados trimestrais acima das expectativas. Em contrapartida, as ações do Itaú Unibanco recuaram 1,60%, refletindo a leitura mais cautelosa do mercado sobre o balanço.
Em segundo plano, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, concedeu uma entrevista no programa “Fala, Ministro”, do CanalGov, em que desassociou a alta dos juros a mais gastos do governo. “A taxa de juros no Brasil é muito alta. O que precisamos distinguir são as razões para que isso aconteça. É um erro muito comum no país, uma resposta fácil dizer que a taxa de juros é alta porque o governo gasta muito. Não é verdade. O que temos que fazer, do lado do Ministério da Fazenda, é organizar as contas públicas. E não é organizar conta pública com um discurso fácil, dizendo que vamos fazer um teto de gastos pelos próximos 20 anos”, disse.
Mercado externo
Wall Street encerrou em tom positivo com o discurso mais brando dos EUA sobre o Irã, o que contribuiu para a moderação dos preços do petróleo. O S&P 500 e o Nasdaq bateram novos recordes.
O Dow Jones subiu 1,24%, aos 49.910,59 pontos; o S&P 500, +1,46%, aos 7.365,09 pontos – no maior nível nominal histórico; e o Nasdaq, +2,03%, aos 25.838,943 pontos – no maior nível nominal histórico.



