A esteatose hepática, conhecida popularmente como gordura no fígado, tornou-se uma das doenças hepáticas mais frequentes no mundo. O avanço da condição está associado ao aumento dos casos de obesidade, diabetes tipo 2, resistência à insulina e síndrome metabólica.
Por se desenvolver de forma silenciosa na maioria dos pacientes, a doença costuma ser diagnosticada apenas em estágios mais avançados. Sem tratamento adequado, pode evoluir para inflamação hepática, fibrose e até cirrose.
Especialistas apontam que a principal estratégia para controlar a doença envolve mudanças no estilo de vida, com adoção de hábitos alimentares mais saudáveis, prática regular de atividade física e perda de peso. Estudos indicam que a redução de 7% a 10% do peso corporal pode trazer benefícios significativos para a saúde do fígado. A informação é do jornal El Tiempo, da Colômbia.
Ultraprocessados aumentam risco da doença
A alimentação tem papel central no desenvolvimento e agravamento da esteatose hepática. Um estudo publicado na revista científica Frontiers in Nutrition, que analisou dados de mais de 500 mil pessoas, concluiu que o consumo frequente de alimentos ultraprocessados está associado a um aumento de 22% no risco de desenvolver a doença.
Entre os produtos apontados estão refrigerantes, biscoitos industrializados, embutidos, cereais açucarados, refeições instantâneas e alimentos de fast food. Esses itens costumam concentrar grandes quantidades de açúcares adicionados, gorduras saturadas e aditivos industriais.
Alimentos que devem ser limitados
Especialistas recomendam reduzir ou evitar:
- Gorduras saturadas e gorduras trans, presentes em embutidos, produtos industrializados e frituras;
- Açúcares adicionados, especialmente os encontrados em bebidas adoçadas e alimentos ultraprocessados;
- Bebidas alcoólicas, que podem agravar os danos ao fígado;
- Farinhas refinadas, como as utilizadas em pães brancos, massas tradicionais e biscoitos industrializados.
Dieta mediterrânea é apontada como aliada
Entre os padrões alimentares mais recomendados para pacientes com gordura no fígado está a dieta mediterrânea. O modelo prioriza o consumo de verduras, legumes, frutas, leguminosas e cereais integrais, além de reduzir a ingestão de alimentos ultraprocessados.

Também incentiva a substituição de gorduras de origem animal por fontes consideradas mais saudáveis, como azeite de oliva, castanhas, nozes e sementes.
Ômega-3, café e ovos podem trazer benefícios
Pesquisas indicam que alimentos ricos em ômega-3, como salmão, sardinha e cavala, podem contribuir para a redução da gordura acumulada no fígado e dos processos inflamatórios.
O consumo moderado de café também tem sido associado a menor risco de fibrose hepática e menor acúmulo de gordura no órgão. Estudos apontam benefícios com a ingestão diária de duas a três xícaras da bebida sem adição de açúcar.
Outra recomendação respaldada por evidências científicas é o consumo de ovos. Especialistas afirmam que o alimento pode integrar uma dieta equilibrada e fornece colina, nutriente importante para o metabolismo das gorduras e para o funcionamento adequado do fígado.




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