O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi direto ao ponto ao comentar as investigações envolvendo o Banco Master. Ele atribuiu a origem do problema a decisões tomadas durante o governo de Jair Bolsonaro e à gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central do Brasil.
Durante evento político nesta sexta (20), que marcou o lançamento da pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, Lula afirmou que o caso é resultado de decisões passadas.
“Vira e mexe, eles estão tentando empurrar as costas do PT e do governo esse Banco Master. Esse Banco Master é obra, é ovo da serpente do Bolsonaro e do Roberto Campos, ex-presidente do Banco Central. E nós não deixaremos pedra sob pedra para a gente apurar tudo o que fizeram dando um roubo de 50 bilhões nesse país. Se a gente não tomar cuidado, vão tentar dizer que somos nós”, disse o presidente.
Esse montante citado por Lula se refere ao desembolso de R$ 51,8 bilhões feito pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos) ao amparar clientes do Master. Lula também responsabilizou Campos Neto pela autorização da transferência do controle do Banco Máxima para o empresário Daniel Vorcaro, surgindo assim o Master. “No começo do ano, o ex-presidente do Banco Central Ilan [Goldfajn] negou o reconhecimento do Banco Master. Quem reconheceu em dezembro de 2019 foi Roberto Campos. E todas as falcatruas foram feitas por ele”, declarou.
Investigações sobre Banco Master em múltiplas frentes
O caso do Banco Master está sendo analisado por diferentes linhas de investigação. Entre elas, estão a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco de Brasília, suspeitas de fraudes financeiras envolvendo fundos de investimento, envolvimentos de políticos e o uso de influenciadores digitais para atacar o Banco Central nas redes sociais.
O dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso no início de março no âmbito da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.



