Balança comercial tem alta de 13,8% em março

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A balança comercial brasileira apresentou um superávit de US$ 8,15 bilhões em março, conforme divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços nesta sexta-feira (4).

De acordo com os dados oficiais, o saldo positivo teve um crescimento de 13,8% em relação ao mesmo período de 2024, quando o superávit foi de US$ 7,16 bilhões. Esse é o melhor desempenho registrado para o mês de março desde 2023, quando o superávit atingiu US$ 10,75 bilhões.

Ainda segundo o governo, no mês de março as exportações totalizaram US$ 29,18 bilhões, registrando um aumento de 11%, enquanto as importações somaram US$ 21,02 bilhões, com avanço de 8%.

Nos três primeiros meses do ano, o saldo comercial ficou positivo em US$ 9,98 bilhões, com queda de 46% na comparação com o mesmo período do ano passado (US$ 18,49 bilhões). De acordo com o governo, no acumulado deste ano, as exportações somaram US$ 77,31 bilhões (queda de 0,5% na comparação com o mesmo período do ano passado). As importações totalizaram US$ 67,33 bilhões, aumento de 13,7% em relação ao mesmo período de 2024.

O Ministério do Desenvolvimento também estimou um superávit comercial de US$ 70,2 bilhões para este ano, com queda frente ao patamar de 2024 (+US$ 74,2 bilhões).

Balança comercial: Exportações para os EUa apresentaram queda

Vale ressaltar que o resultado da balança comercial divulgado nesta sexta, referente ao mês de março, não foi impactado pelo tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump no início de abril.

De acordo com o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Herlon Brandão, é possível que o resultado da balança comercial de março tenha sido influenciado pela decisão dos EUA de subir as tarifas de aço e alumínio, englobando produtos brasileiros, o que já havia sido anunciado há algumas semanas.

“Pode ser que sim (que tenha impacto), mas a gente ainda não consegue perceber esse efeito direto do aumento da tarifa [de aço e alumínio]”, declarou Brandão, do MDIC, segundo o G1.

Em março, as vendas para os Estados Unidos recuaram 13,3%. Os principais produtos que influenciaram esse resultado: : óleos brutos de petróleo (-90%); instalações de equipamentos de engenharia (-62%); Aeronaves e outros equipamentos.





Fonte: ICL Notícias

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