Após a dor da separação e o esforço para A Reconstrução, a Verde e Branco DO cENTRO DA CIDADE entra em nova fase com o início dos ensaios oficiais, uma semana depois do lançamento do samba-enredo e o resgate das antigas tradições que consagraram a maior campeã do Carnaval amazonense
O som dos chocalhos, caixinhas, cuícas, agogôs, surdos, repiques e tamborins volta a ecoar oficialmente na cidade de Manaus, com a força do Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Independente de Aparecida. Nesta sexta-feira (17.10), a partir das 19:30, Pareca recebe oficialmente seus instrumentos — um marco simbólico e emocional que coincide com o primeiro ensaio oficial da Bateria Universidade do Ritmo.

Ensaios oficiais – Mais do que um simples ensaio, o momento é carregado de significados. Ele representa o recomeço de um ciclo e a consolidação de um trabalho que começou ainda em maio, quando a escola iniciou as atividades de formação de novos ritmistas. Na verdade, o ensaio oficial é o terceiro passo após a perda de Hamilton Bandeira, o presidente que deixou um legado de dedicação e amor pela escola, e cuja ausência ainda ecoa entre os corredores e tambores da Aparecida. O primeiro passo foi reiniciar o trabalho que já estava em andamento e precisava de continuidade. O Segundo foi a escolha do Samba Enredo. Agora é a vez da Bateria Universidade do Ritmo, considerada o coração da escola.

Um novo ciclo com o mesmo coração verde e branco
Desde que Duda Pacheco assumiu a presidência, a diretoria vem trabalhando para manter viva a essência da escola e, ao mesmo tempo, modernizar sua estrutura. Sob sua gestão, antigos métodos de sucesso voltam à ativa — com planejamento, disciplina e união como pilares centrais.
No ultimo sábado (11), a quadra da Aparecida foi palco de outro momento histórico: o lançamento do enredo e do samba-enredo 2026. O samba vencedor, escolhido em uma acirrada disputa no dia 20 de setembro, foi o de número 01, intitulado “Do Velho ao Novo, para sempre Airão” — uma homenagem à cidade de Novo Airão, tema do desfile que a escola levará para o sambódromo em fevereiro.

“Agora é pra valer. Já lançamos o enredo e o Samba de enredo. De hoje em diante é a vez da bateria, é trabalho, é entrega, é compromisso, é coração , é APARECIDA. Vamos para a avenida pra buscar o título, como sempre fizemos”, afirmou o novo presidente, Duda Pacheco. “Não vamos poupar esforços e temos que agradecer a ajuda que estamos recebendo de empresas que acreditam em nós, como o Deputado Thiago Abraim, o Vereador Paulo Tyrone, Janmes Souza, Safe Life e, principalmente, a empresa APA MOVEIS, Patrocinadora Máster da Bateria, e além dos nossos ritmistas que têm dado sangue e suor todas as semanas”, enfatizou o presidente.

A Bateria como alma da escola e a Tradição que atravessa gerações
Comandada por Paulo Roberto, o Mestre Paulinho, a bateria da Aparecida vive um momento de reestruturação e empoderamento. O grupo voltou a ter um espaço próprio dentro da quadra da escola — um camarote que simboliza o reconhecimento aos ritmistas e a importância da “Universidade do Ritmo” dentro do universo da escola.

Com 293 ritmistas cadastrados, mais 30 prestes a se juntarem aos trabalhos e um sistema digital de controle patrimonial e de presença, a bateria da Aparecida hoje desfruta de uma organização experimentada por poucas. Não teremos improvisação pois estamos fazendo absolutamente tudo com planejamento nosso e a aceitação dos ritmistas. Estamos no caminho certo”, diz Paulinho.
Entre os integrantes da Bateria Soberana, histórias de superação e paixão se misturam ao batuque.
Ana Claudia da Costa Pinheiro, 38, iniciou na Universidade do Ritmo na adolescência. Em 2025, completa Bodas de Prata, 25 anos de casamento com seu instrumento, o chocalho. Ela se diz incansável e energizada.

“Todos os anos estamos trabalhando aqui. Mas esse ano tem sido diferente, por tudo o que passamos em tão pouco tempo e pelo empenho que estamos vendo desde o inicio do ano. Estou muito feliz e tenho certeza que nossa bateria vai arrebentar na avenida, basta assistir aos ensaios. Todo ensaio é um show!”, elogia Ana.
Matheus Magno Batista, 29 anos, da caixinha, é outro ritmista empolgado e compromissado com a Bateria Soberana.
“Eu amo fazer parte da bateria e pago um preço pra isso, pois tenho que abrir mão de outras atividades, outros compromissos para ensaiar e ajudar no que for possivel. Tudo isso pesa na hora do desfile, pois sei que faço parte do trabalho, que faço parte da escola. Então até o dia do desfile, nós trabalhamos para construir um sonho”, revela o Matheus ritmista.

A chegada de dezenas de novos instrumentos é apenas parte do planejamento, que inclui a participação efetiva de todos os componentes da bateria no dia a dia da escola, assim como a valorização de cada um ritmista, como parte fundamental de um grupo vitoriosos.
“Temos ritmistas experientes assim como novatos. Uns ensinam e os outros dão suporte. O clima é dos melhores e isso é o que a Aparecida representa, a união de todos para o desenvolvimento do trabalho. O coletivo é sempre mais importante para a nossa escola do que as capacidades individuais, por isso é fundamental estarmos juntos todas as semanas”, explica Mestre Paulinho. “A partir de hoje, todas as sextas-feiras e domingos, tem show da Bateria soberana na frente da nossa escola”, completou.


Renascimento da Bateria Mirim: o futuro já começou
A escola também reativou a Bateria Mirim, um projeto de formação de crianças e adolescentes, que ensaia todos os sábados, das 14h às 15h30.
A iniciativa, coordenada pelo mestre da Universidade do Ritmo, visa preparar a próxima geração de sambistas e preservar a tradição que faz da Aparecida um patrimônio cultural de Manaus. Planejamento para o futuro.
Com apoio de um patrocinador Master e colaboradores culturais, a bateria agora administra seus instrumentos e materiais de avenida com autonomia. Um aplicativo exclusivo foi desenvolvido para controle de estoque, presença e informações internas — um salto administrativo que alia tecnologia, tradição e dá controle aos gestores.
Ao mesmo tempo, os ensaios passam a ocorrer regularmente às sextas-feiras e domingos, transformando o espaço da quadra em um verdadeiro laboratório de ritmo, técnica e muita emoção.

Marcado para o dia 14 de fevereiro de 2026, o desfile no Sambódromo de Manaus a ser feito pela Aparecida pretende confirmar o papel de protagonista obtido pela escola , fruto dos muitos titulos conquistados e que a coloca como Patrimônio da Cultura Popular Amazonense.
Entre lágrimas de amor à escola e os instrumentos que dão ritmo e cadência à essa paixão, a comunidade aparecidense se reorganiza e mantem vivo o lema que move gerações de sambistas: “Aparecida é amor, é ritmo, é tradição e é vitória.”
E como diz Wilsinho de Cima com o grito que ecoa nas arquibancadas e nos corações dos ritmistas:
“O show… o shooow já começou!”


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