Rick Rescorla já alertava, anos antes do 11 de Setembro, que o World Trade Center poderia sofrer um ataque terrorista envolvendo um avião. Em 2001, o ex-militar colocou em prática os protocolos de segurança que havia desenvolvido e ajudou a salvar 2.687 pessoas antes de morrer no desabamento da Torre Sul.
Veterano dos Exércitos britânico e norte-americano e da Guerra do Vietnã, Rescorla passou a trabalhar na segurança de uma corretora instalada no World Trade Center na década de 1980. Sua preocupação aumentou após o atentado a bomba de 1993, que deixou mais de mil feridos.
A partir daquele episódio, ele passou a considerar as torres vulneráveis a novos ataques. Na década de 1990, chegou a alertar a Morgan Stanley sobre o risco de permanecer no complexo e levantou a hipótese de que uma aeronave poderia ser usada contra os prédios.
Como a empresa decidiu continuar no local, Rescorla elaborou um rígido plano de emergência. Pelo menos duas vezes por ano, funcionários participavam de exercícios de evacuação e eram treinados para deixar os escritórios rapidamente e sem bloquear as escadas.
Na manhã de 11 de setembro de 2001, após o primeiro avião atingir a Torre Norte, a administração do complexo orientou os trabalhadores da Torre Sul a permanecerem no prédio. Rescorla ignorou a recomendação e iniciou imediatamente a retirada dos funcionários da Morgan Stanley.
Segundo o Exército dos Estados Unidos, 2.687 pessoas foram salvas. Rescorla, porém, voltou a subir as escadas para procurar quem ainda pudesse estar no edifício. Foi visto pela última vez durante essa busca e morreu no desabamento. Seus restos mortais nunca foram encontrados.



