KATARINE MEIRINO: A BELEZA QUE ENCONTROU SEU LAR NA SOBERANA

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Para muitos, o Carnaval dura apenas uma noite. Para as musas de uma escola de samba, ele dura 365 dias. É uma rotina de cuidados, renúncias, investimentos e, acima de tudo, de um amor que não cabe na avenida. Essa é a história de Katarine Meirino, a musa que encontrou na Mocidade Independente de Aparecida muito mais que uma fantasia: encontrou uma família.

Funcionária pública no dia a dia, Katarine começou sua trajetória na Soberana em 2024, quando foi convidada pela diretora Karla Kelcy para integrar a ala de passistas. O que era para ser uma experiência se transformou em paixão à primeira vista. O acolhimento, o carinho da comunidade e a energia da quadra falaram mais alto. Pouco tempo depois, o talento e a entrega a levaram ao posto de Musa da escola, cargo que ocupa hoje com orgulho, gratidão e uma dedicação que impressiona.

O SONHO QUE VALE CADA SACRIFÍCIO

Ser musa de uma escola de samba no Amazonas é viver um sonho que poucos entendem. É um desfile por ano, cerca de 70 minutos na avenida, mas que exige o ano inteiro de preparação. “Sou muito feliz por todo o acolhimento, reconhecimento e confiança que recebi ao longo desses anos. O que sinto pela Aparecida é um amor construído com o tempo, através de cada momento vivido, de cada abraço e de cada experiência compartilhada. Hoje, representar essa escola é uma honra que carrego no coração, com a certeza de que ainda temos muitos capítulos para escrever juntos”, declara Katarine.

Por trás do brilho que o público vê, existe uma rotina rigorosa que começa no dia seguinte ao desfile. É treino na academia, dieta equilibrada, cuidados com a pele, cabelo, ensaios exaustivos, aulas de samba no pé e, principalmente, investimento financeiro. Diferente do que muitos pensam, o posto de musa não é remunerado. Pelo contrário. Cada fantasia, cada par de sapatos, cada maquiagem, cada ida ao salão e cada detalhe que compõe a perfeição na avenida sai do bolso da própria musa. São milhares de reais investidos por amor, por pertencimento, por representar com dignidade o pavilhão da escola.

Katarine representa a nova geração de musas da Aparecida: mulheres que trabalham, que têm suas profissões, mas que se desdobram para honrar a coroa. A vaidade dá lugar à responsabilidade de ser espelho, de ser inspiração para as meninas da comunidade que sonham um dia estar em seu lugar.

MAIS QUE BELEZA, UM SÍMBOLO DE RESISTÊNCIA

Em um Carnaval cada vez mais profissional, a figura da musa comunitária como Katarine Meirino é um símbolo de resistência e amor genuíno. Ela não desfila por cachê, desfila por pertencimento. Não está ali por status, está por gratidão à escola que a acolheu. De passista em 2024 a um dos rostos mais belos e queridos da Soberana em 2027, Katarine provou que a Aparecida não escolhe apenas corpos bonitos. Escolhe histórias. Escolhe corações. E o coração de Katarine, definitivamente, já é verde e branco. Que venha o Carnaval 2027.

A Soberana e sua musa estão prontas para brilhar.

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