Por Gabriel Gomes
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, respondeu a uma carta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e afirmou que o governo de Donald Trump deve manter a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros. O anúncio do novo tarifaço contra o Brasil se deu cerca de uma semana após um encontro entre Flávio e Trump.
O tarifaço norte-americano contra as exportações brasileiras, assim como a revogação de vistos de ministros do STF e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, foi estimulado pelo irmão de Flávio, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), na tentativa de evitar a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da trama golpista. Eduardo foi condenado pelo STF pelo crime de coação.
Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.
Em carta enviada na terça-feira (23), Rubio reafirmou a posição dos EUA sobre políticas que supostamente prejudicam a economia norte-americana, entre elas o Pix. Rubio respondeu uma carta em que Flávio Bolsonaro, após as ações do irmão, pedia que os EUA não impusessem tarifas de 25% aos produtos brasileiros, como recomendou uma investigação comercial do país americano.

Na carta, Rubio, afirma que a investigação conduzida no país sobre práticas comerciais deixou “claro que continuamos a ter diferenças substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação”.
Rubio cita as diferenças, como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais injustas, aplicação da lei anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
“Qualquer parte interessada no Brasil pode participar do período de comentários públicos sobre a ação responsiva proposta e da audiência pública”, diz Rubio, em referência a uma audiência que vai acontecer no próximo dia 6 de julho.
Eleições brasileiras
Na carta, Rubio também falou sobre as eleições no Brasil. O secretário dos EUA afirmou que o país observa o “otimismo” de Flávio em relação às próximas eleições de outubro “e sua generosa oferta de colocar uma equipe de transição à nossa disposição, caso você seja eleito”.
“Os Estados Unidos estão prontos para trabalhar cooperativamente com os líderes escolhidos pelo povo brasileiro para buscar uma estrutura de comércio e investimento ampla, justa e mutuamente benéfica”, diz Rubio. “Espero ansiosamente pela continuação do nosso diálogo e pelo aprofundamento da parceria estratégica entre nossas duas grandes nações”.
O secretário encerra a carta dizendo “que Deus abençoe os Estados Unidos e o Brasil”.




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