Principal nome de Senegal na Copa do Mundo de 2026, Sadio Mané carrega uma responsabilidade que vai além dos gramados. Maior artilheiro da história da seleção senegalesa, o atacante de 34 anos se tornou um herói nacional não apenas pelos gols e títulos conquistados ao longo de sua carreira, mas também, por transformar o sucesso no futebol em investimentos para sua comunidade. Hospitais, escolas e ações de apoio social financiados pelo craque ajudam diariamente a mudar a realidade de senegaleses.
Nascido em Bambali, na região de Sédhiou, no Senegal, no extremo oeste da África, Mané cresceu em uma família de poucos recursos e enfrentou inúmeras dificuldades até alcançar o estrelato. Aos 15 anos, deixou a casa dos pais, em um vilarejo com cerca de 2 mil habitantes, para perseguir o sonho de se tornar jogador profissional.
A aposta deu certo: após passagens por clubes como Southampton, Salzburg e Bayern de Munique, o atacante alcançou reconhecimento mundial defendendo o Liverpool, onde conquistou títulos como a Liga dos Campeões, a Premier League, o Mundial de Clubes e a Supercopa da Europa.
A ascensão no futebol europeu transformou Mané em um dos atletas mais bem-sucedidos da história do Senegal. Diferente de muitos jogadores que optam por uma vida de ostentação, o artilheiro decidiu investir parte significativa de sua fortuna em melhorias para a população de seu vilarejo natal.
“Por que eu teria 10 Ferraris, 20 relógios de diamante ou dois aviões? O que todos esses objetos fazem por mim e pelo planeta? Eu passei fome, trabalhei no campo e sobrevivi tempos difíceis. Com o que eu ganho no futebol, posso ajudar meu povo”, afirma o jogador.
Entre as iniciativas financiadas pelo craque está a construção de um hospital em Bambali, projeto para o qual Mané doou cerca de 500 mil libras. A obra tem um significado pessoal para o jogador: seu pai morreu quando ele era criança devido à falta de acesso a serviços de saúde adequados na região.
O atacante também investiu cerca de 250 mil libras na construção de uma escola e distribuiu laptops aos alunos com melhor desempenho, reforçando ainda mais seu compromisso com o desenvolvimento da comunidade local.
Durante a pandemia, contribuiu com 41 mil libras para o fundo do Comitê Nacional do Senegal, que atuou no combate à Covid-19. Além disso, construiu um posto de gasolina na região e ajudou a estabelecer um posto dos correios.
“Construí escolas, um estádio, proporcionamos roupa, sapatos e alimentos para pessoas em extrema pobreza. Além disso, dou 70 euros por mês a todas as pessoas em uma região muito pobre de Senegal para contribuir com sua economia familiar”, declarou em entrevista ao site TeleDakar.
Mané comanda Senegal na Copa de 2026

Dentro de campo, o craque é a principal referência da seleção nacional. Eleito pela segunda vez o melhor jogador da África (2019 e 2022), Mané foi protagonista da conquista da Copa Africana de Nações de 2022, primeiro título continental da história de Senegal, e que ajudou a consolidar o país entre as principais forças do futebol africano.
Hoje atuando pelo Al-Nassr, clube da Arábia Saudita, onde joga na posição de atacante ao lado de Cristiano Ronaldo, a principal referência técnica dos Leões de Teranga e o maior artilheiro da história de Senegal chega ao Mundial dos Estados Unidos, Canadá e México como capitão e camisa 10 do país africano.
Senegal integra o Grupo I, ao lado de França, Noruega e Iraque. Na estreia, os senegaleses foram derrotados pela França. Já na segunda rodada, fizeram um jogo equilibrado contra a Noruega, mas acabaram perdendo por 3 a 2, resultado que garantiu a classificação antecipada dos noruegueses para a fase mata-mata.
Com duas derrotas em dois jogos, Senegal chega à última rodada precisando vencer o Iraque e ainda depende de uma combinação de resultados para tentar avançar entre os melhores terceiros colocados do torneio.
Até o momento, Mané ainda não marcou no mundial. Apesar disso, segue como uma das estrelas comandada por Pape Thiaw, que aposta na experiência do atacante para manter vivo o sonho da classificação.



