Colômbia e Cuba condenam ataque aéreo dos EUA à Venezuela

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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que o governo colombiano está “profundamente preocupado” com relatos de explosões e de atividades aéreas incomuns na Venezuela, alertando para o risco de aumento das tensões na região.

Em comunicado publicado na rede social X, Petro disse que a Colômbia acompanha com atenção os acontecimentos recentes no país vizinho e expressou apreensão diante da possibilidade de uma escalada do conflito.

O presidente destacou que seu governo mantém compromisso com os princípios da Carta das Nações Unidas, especialmente o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados.

“O governo colombiano rejeita qualquer ação militar unilateral que possa agravar a situação ou colocar em risco a população civil”, afirmou.

Petro acrescentou que a Colômbia faz um apelo urgente pela desescalada das tensões, pedindo que todas as partes evitem ações que intensifiquem o confronto e priorizem o diálogo e os canais diplomáticos para preservar a paz regional.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, emitiu uma dura condenação nas redes sociais, acusando Washington de realizar um “ataque criminoso” contra a Venezuela e exigindo uma resposta internacional urgente.

Em uma publicação no X, Díaz-Canel afirmou que a chamada “zona de paz” de Cuba estava sendo “brutalmente atacada”, descrevendo a ação dos EUA como “terrorismo de Estado” direcionado não apenas ao povo venezuelano, mas à “Nossa América” ​​em geral.

Ele encerrou a declaração com o slogan revolucionário: “Pátria ou Morte, Venceremos”.

 

Leia a íntegra do comunicado:

O Governo da República da Colômbia observa com profunda preocupação os relatos de explosões e atividades aéreas incomuns registradas nas últimas horas na República Bolivariana da Venezuela, bem como a consequente escalada da tensão na região.

A Colômbia reafirma seu compromisso inabalável com os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, em particular o respeito à soberania e integridade territorial dos Estados, a proibição do uso ou da ameaça de força e a solução pacífica de controvérsias internacionais. Nesse sentido, o governo colombiano rejeita qualquer ação militar unilateral que possa agravar a situação ou colocar em risco a população civil.

O país adota uma posição orientada para a preservação da paz regional e faz um apelo urgente à desescalada, instando todas as partes envolvidas a absterem-se de ações que aprofundem o confronto e a priorizarem o diálogo e os canais diplomáticos.

Como medida preventiva, o Governo Nacional implementou medidas para proteger a população civil, preservar a estabilidade na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela e atender prontamente a quaisquer necessidades humanitárias ou migratórias potenciais, em coordenação com as autoridades locais e agências competentes.

O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia deve manter canais diplomáticos abertos com os governos envolvidos e promoverá, nos espaços multilaterais e regionais relevantes, iniciativas voltadas para a verificação objetiva dos fatos e a preservação da paz e da segurança regionais.

A República da Colômbia reitera sua convicção de que a paz, o respeito ao direito internacional e a proteção da vida e da dignidade humana devem prevalecer sobre qualquer forma de confronto armado.

Que Bolívar proteja o povo venezuelano e os povos da América Latina





ICL Notícias

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