Bloqueio de recursos do Rioprevidência no Banco Master leva Alerj a mirar operação do Credcesta

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Por Leonardo Martins – Tempo Real RJ

Deputados estaduais buscam maneiras de recuperar o dinheiro do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio (Rioprevidência), que garante a aposentadoria dos servidores e ficou retido em aplicações do Banco Master, que foi liquidado extrajudicialmente esta semana pelo Banco Central.

A ação impossibilita o resgate das aplicações no curto prazo. Uma das alternativas encontradas pode estar no Credcesta, que é um cartão de crédito consignado que passou a ser oferecido aos servidores em março. (com informações do RJTV2)

O Rioprevidência investiu, nos últimos meses, cerca de R$ 1 bilhão em aplicações do Master. Recentemente, a instituição retirou R$ 560 milhões do banco antes da liquidação.

Os funcionários do estado utilizavam o serviço do Credcesta, que ainda está disponível, e tinham os descontos diretamente na folha de pagamento. Os valores eram repassados pelo Rioprevidência ao Banco Pleno, controlador do Credcesta. Augusto Lima, que é o fundador do Pleno, tem ligações com o Banco Master e foi preso na operação Compliance Zero da Polícia Federal.

Originalmente, os descontos pelo uso do cartão Credcesta vão para o Pleno. O objetivo do projeto apresentado pelo deputado Luiz Paulo (PSD) é fazer com que os descontos em folha voltem para o Rioprevidência e não mais para o Pleno.

O Banco Pleno informou que não possui relação societária com o Banco Manster. A defesa de Augusto Lima informou que o cliente se desligou das funções executivas do banco em maio de 2024 e que a operação envolvendo o Credcesta e o estado do Rio aconteceram após sua saída do controle do banco Pleno.

O governo do Rio informou que suspendeu as consignações vinculadas ao Credcesta e que o Rioprevidência suspendeu os repasses dos descontos em folha dos servidores em razão da liquidação do Banco Master.

Bloqueio de recursos do Rioprevidência no Banco Master leva Alerj a mirar operação do Credcesta

Rioprevidência foi exposto por investir bilhões no banco liquidado

A movimentação ocorre após o Tribunal de Contas do Estado (TCE) ter identificado, em maio, R$ 2,6 bilhões investidos pelo Rioprevidência em produtos ligados ao Master. Desde então, o instituto iniciou uma retirada gradual dos recursos. Hoje, ainda há cerca de R$ 960 milhões sob administração do grupo.

Mesmo com o resgate do fundo de R$ 560 milhões, o órgão segue com outros dois investimentos geridos pelo Banco Master:

  • Revolution — R$ 400 milhões

O fundo tem patrimônio de R$ 4,8 bilhões e apenas dois cotistas. A carteira mistura títulos públicos, crédito privado e investimentos imobiliários, incluindo terrenos e shoppings. Antes da liquidação, o gestor já havia iniciado a transferência da administração para outra instituição financeira.

  • Texas — R$ 150 milhões, com resgate só em 2033 e 2034

É um fundo previdenciário com seis investidores e zero diversificação: 100% da carteira está em ações da Ambipar, empresa de gestão ambiental que entrou em recuperação judicial em 20 de outubro.





ICL Notícias

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