Índices futuros sobem em meio a impasse fiscal nos EUA

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Os índices futuros dos Estados Unidos operam em alta nesta segunda-feira (6), com os mercados atentos à agenda de discursos de dirigentes do Federal Reserve, o banco central estadunidense, apesar do apagão de dados causado pela paralisação (shutdown) do governo norte-americano, que já entra na segunda semana sem perspectiva de acordo no Senado.

O destaque global do dia foi o índice Nikkei, que subiu 4,75% e encerrou o pregão em 47.944,76 pontos, impulsionado pela provável nomeação de Sanae Takaichi como primeira-ministra do Japão, após sua eleição como líder do partido governista no sábado (4).

Nos EUA, o impasse orçamentário continua. Na sexta-feira (3), o Senado rejeitou duas propostas para encerrar a paralisação, incluindo a do governo Trump. Mesmo com maioria republicana, faltaram votos democratas para aprovar o orçamento. Em retaliação, Trump anunciou cortes em projetos federais, especialmente em estados democratas, e ameaçou ampliar as demissões no setor público.

Enquanto isso, os investidores aguardam a fala do diretor do Fed, Stephen Miran, na quarta-feira (8), e do presidente Jerome Powell, na quinta (9). Hoje, será divulgado o índice de tendência de emprego de setembro.

No Brasil, o Boletim Focus e a balança comercial movimentam a agenda econômica. No campo corporativo, os acionistas do GPA (Grupo Pão de Açúcar) decidem hoje sobre a destituição do conselho de administração, após mudança no controle da companhia.

Brasil

Após três sessões de baixa, o Ibovespa encerrou a sexta-feira (3) com leve alta de 0,17%, aos 144.200 pontos, no primeiro pregão positivo de outubro. O avanço de 251 pontos, no entanto, não foi suficiente para reverter o desempenho semanal, que fechou com queda de 0,86% — a segunda consecutiva.

No câmbio, o dólar comercial oscilou pouco e recuou 0,07%, cotado a R$ 5,336. Os juros futuros (DIs) encerraram o dia com comportamento misto.

Lá fora, o mercado norte-americano seguiu impulsionado pelo otimismo com a inteligência artificial e sinais de possível afrouxamento monetário pelo Federal Reserve, o banco central estadunidense.

Europa

Os mercados europeus operam em baixa à espera dos dados da produção industrial da Espanha e dos PMIs da construção civil na Europa e Reino Unido. A instabilidade se agrava com a renúncia do novo premiê francês, Sébastien Lecornu, poucas semanas após sua posse. Ele assumiu em meio a protestos e descontentamento popular. A saída aprofunda a crise política na França.

STOXX 600: -0,34%
DAX (Alemanha): -0,11%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,10%
CAC 40 (França): -1,94%
FTSE MIB (Itália): -0,67%

Estados Unidos

Investidores mantêm o otimismo mesmo após o Congresso dos EUA falhar novamente em aprovar o orçamento, mantendo o governo parcialmente paralisado. O impasse já atrasou dados econômicos relevantes, como o payroll de setembro, previsto para a última sexta-feira. A paralisação gera incerteza, mas pouco afeta o apetite por risco até o momento.

Dow Jones Futuro: +0,11%
S&P 500 Futuro: +0,26%
Nasdaq Futuro: +0,44%

Ásia

O índice Nikkei 225 subiu mais de 4% e atingiu recorde após a conservadora Sanae Takaichi ser eleita líder do partido governista, com chance de se tornar a primeira premiê mulher do Japão. A alta foi puxada por ações dos setores imobiliário, tecnologia e consumo. Yaskawa Electric disparou 20%. Mercados da China e Coreia do Sul ficaram fechados por feriados.

Shanghai SE (China), fechado por feriado
Nikkei (Japão): +4,75%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,67%
Nifty 50 (Índia): +0,64%
ASX 200 (Austrália): -0,07%

Petróleo

Os preços do petróleo sobem depois que a Opep+ (Organização de Países Exportadores de Petróleo e seus aliados) concordou em aumentar a produção em 137 mil barris por dia a partir de novembro, quantidade menor que o esperado.

Petróleo WTI, +1,28%, a US$ 61,66 o barril
Petróleo Brent, +1,27%, a US$ 65,35 o barril

Agenda

Nos EUA, saem os dados do índice de tendência de emprego de setembro.

Por aqui, no Brasil, a atividade de serviços do Brasil registrou contração pelo sexto mês seguido em setembro, com o PMI caindo para 46,3, o menor nível desde julho e indicando retração. Apesar da queda na demanda, a inflação de insumos e preços cobrados apresentou alívio, e o emprego no setor cresceu de forma marginal. A confiança empresarial se manteve positiva, mas abaixo da média histórica, refletindo desafios econômicos e políticos.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





Fonte: ICL

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