Mostra Claudete Pereira Jorge celebra arte curitibana com 16 atrações gratuitas em outubro

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De 11 a 26 de outubro, o Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge recebe a 4ª edição da Mostra que leva o nome da atriz paranaense. O evento, que reúne 16 atrações gratuitas, oferece ao público uma programação plural com teatro adulto e infantil, performances, contação de histórias e pocket shows. A proposta é valorizar a cena cultural curitibana e promover um espaço de encontro, experimentação e escuta.

“A Mostra Clau não é apenas uma reunião de espetáculos, mas um convite à convivência. É nesse espaço entre linguagens, histórias e presenças que acreditamos que a arte pulsa com mais força”, destaca a atriz e curadora Helena de Jorge Portela. Desde 2019, a mostra tem se consolidado como vitrine de diversidade e renovação, mantendo o compromisso com a acessibilidade — haverá sessões com tradução em Libras — e ampliando o diálogo com o público por meio de bate-papos após as apresentações, mediados pela crítica cultural Luciana Romagnolli.

edição da Mostra Claudete Pereira Jorge. Arte de Patrícia Cividanes .

A curadoria desta edição foi construída pela Cia Fluctissonante, Pomeiro Gestão Cultural e NBP Produções, mesclando metade da programação selecionada por convocatória pública e metade composta por convidados. Foram priorizados projetos protagonizados por artistas trans, negros, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. “O propósito é garantir uma programação plural, que represente diferentes vozes e territórios artísticos. Cada escolha foi atravessada por uma escuta ética, comprometida com a diversidade e a urgência das narrativas contemporâneas”, explica o produtor Igor Augustho.

Entre os destaques convidados estão “Projeto Herbert Daniel”, da Distinta Companhia; “O Universo está Vivo como um Animal”, da Rumo de Cultura; e “Deslady”, da Cia dos Palhaços. A mostra também traz performances impactantes como “Pacto da Negritude”, roda de rima conduzida por Henrique Augusto e Vitória Gabarda, e “Voz Invisível”, de Catharine Moreira, que une Libras e português para propor novas formas de escuta. O encerramento será marcado pela irreverente Premiação Chinchila, no Espaço Fantástico das Artes, que homenageia a classe artística local com humor e ironia.

A programação propõe um mergulho em estéticas diversas e narrativas urgentes. “O Coração da Boca é a Língua”, da Furiosas Produções, abre a mostra com uma dramaturgia lésbica-manifesto que mistura ficção, vídeo e memória sapatão. “Querida Serpente”, da Alameda Teatral, provoca com sua investigação sobre desejo e moralidade no Brasil pós-colonial. “Derretendo Satélites”, da Cia Narratos, mistura autoficção jovem, angústias e crítica social. Para o público infantil, “Entre Janelas” (Tato Criação Cênica) convida a refletir sobre vínculos afetivos em tempos de telas e tecnologia.

Projeto Herbert Daniel. Foto: Divulgação

A mostra também traz obras e laços com a ancestralidade. “Histórias na Terra”, da Sustenido Produções, propõe contações afro-indígenas inspiradas no Cosmograma Bakongo, enquanto a performance “Voz Invisível”, de Catharine Moreira, atravessa barreiras da linguagem em Libras e português, propondo uma escuta que vai além da fala. E o coletivo Trio Elétrico de Teatro apresenta “Desfile de la Libertad”, performance que convoca o público à utopia, à solidariedade e à reinvenção social.

A música também marca presença com pocket shows de Alexandre França, a banda Cali que apresenta o show poético-musical “Agô Orí”, e ainda uma apresentação em memória ao artista Saimon. 

Voltada para públicos de todas as idades, a Mostra Claudete Pereira Jorge reafirma sua vocação de celebrar a arte em suas múltiplas formas, democratizando o acesso e fortalecendo laços com a ancestralidade e a diversidade cultural. Em edições anteriores, já reuniu mais de 300 artistas e, em 2025, promete novamente ser um espaço de potência, representatividade e afetos.

PROGRAMAÇÃO 

A programação 4ª Mostra Claudete Pereira Jorge começa no sábado (11) com o espetáculo “O Coração da Boca é a Língua” (19h30), uma dramaturgia lésbica-manifesto que mistura vídeo, ficção e memória sapatão em uma encenação sensível e potente.

Domingo (12): “Histórias na Terra” (15h), contações afro-indígenas inspiradas no Cosmograma Bakongo, para públicos de todas as idades; “Desfile de la Libertad” (18h30), uma performance cênica e musical que convoca o público à utopia, solidariedade e reinvenção social; e a reprise do espetáculo “O Coração da Boca é a Língua” (19h30).

Terça (14) e quarta (15): “Deslady” da Cia dos Palhaços (20h), uma comédia crítica que revisita arquétipos femininos com humor ácido, irreverência e provocação.

Quinta (16): “Querida Serpente” da Alameda Teatral (20h), um espetáculo provocador sobre erotismo, desejo e moralidade no Brasil pós-colonial.

Sexta (17): Pocket Show com “Alexandre França” (19h), um show intimista de voz e violão, com letras que atravessam o cotidiano e o afeto; e a reprise de “Querida Serpente” (20h).

Sábado (18): “Entre Janelas” da Tato Criação Cênica (15h), espetáculo infantil sobre vínculos afetivos e descobertas em tempos de telas e distanciamento; “Agô Orí” com a Banda Cali (19h), pocket show poético-musical que une afrobeat, poesia e espiritualidade, celebrando a ancestralidade; “Derretendo Satélites” da Cia Narratos (20h), autoficção jovem que mistura angústias contemporâneas, crítica social e a jornada de amadurecimento.

Domingo (19): segunda sessão de “Histórias na Terra” (15h); “Vitória Gabarda” (19h), ação performática que parte de vivências pessoais para provocar o olhar e a presença coletiva; reprise de “Derretendo Satélites” (20h).

Abrindo a segunda semana no dia 22 (terça) e 24 (quinta) o “Projeto Herbert Daniel” (20h), uma ficção científica queer que investiga identidade, afeto e memória em um futuro possível; no mesmo “Pacto da Negritude”, pocket show de  Henrique Augusto (19h), performance de spoken word e hip hop que confronta o racismo com força, poesia e ritmo; “O Universo está Vivo como um Animal” (20h), uma narrativa poética e sensível sobre luto, morte e amor, propondo novas formas de existência.

Sábado (25): segunda sessão de “Entre Janelas” (15h); Voz Invisível com Catharine Moreira (19h) uma performance bilíngue (Libras e português) que propõe uma escuta que vai além da fala; e reprise de “O Universo está Vivo como um Animal” (20h).

O encerramento da Mostra Clau, muda a festa de endereço para o Espaço Fantástico das Artes com o pocket show em memória a Simon Magalhães, e a premiação do Troféu Cabeça de Chichila, uma festa irreverente e afetiva que homenageia a classe artística local com humor e ironia, a partir das 18h30. 

Serviço
Data: 11 a 26 de outubro de 2025
Local: Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1222 – São Francisco, Curitiba/PR)
Ingresso: Gratuito (retirada 1h antes, no local)
Acessibilidade: sessões com Libras
Instagram: @mostraclaudete



Fonte:Brasil de Fato

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