Alckmin diz que negociação sobre tarifas pode incluir big techs, data centers e minerais estratégicos

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O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, defendeu na quinta-feira (7) o diálogo como caminho para reverter parte dos danos. Em encontro com o encarregado de negócios da embaixada dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar, realizado ontem, em Brasília, Alckmin sinalizou disposição do governo brasileiro para negociar temas regulatórios sensíveis aos norte-americanos, incluindo big techs e minerais estratégicos.

Alckmin afirmou que o governo está disposto a discutir “temas não tarifários”, que aparecem como pano de fundo da ofensiva tarifária americana. Entre eles estão a atuação de big techs no Brasil, a ambição nacional de se tornar um polo global de data centers e o interesse dos EUA em minerais estratégicos presentes no território brasileiro.

“As tarifas são um problema, mas se os EUA têm preocupação com temas como data centers, big techs e minerais estratégicos, estamos abertos a construir uma pauta de entendimento”, disse Alckmin.

Ele destacou que cerca de 45% das exportações brasileiras foram poupadas da medida, mas reconheceu que setores fortemente dependentes do mercado norte-americano estão sob forte pressão.

O novo pacote tarifário de Trump, que passou a valer na quarta-feira (6), afeta diretamente 35,9% das exportações brasileiras para os EUA, atingindo em cheio setores como o agronegócio, especialmente carne e café, enquanto poupa itens estratégicos como suco de laranja, aeronaves civis e petróleo.

Alckmin: plano de contingência será anunciado até terça-feira

O vice-presidente confirmou que o governo já apresentou ao presidente Lula (PT) um plano de contingência para apoiar empresas mais afetadas. A proposta deve ser anunciada até a próxima terça-feira (13), com foco em preservar empregos e a competitividade das companhias que concentram suas vendas nos Estados Unidos.

“As ações seguem duas frentes: tentar reduzir as alíquotas e excluir o máximo de itens possível do tarifaço; e, ao mesmo tempo, oferecer apoio às empresas que mais exportam para os EUA”, explicou.

Apoio do setor privado é parte da estratégia

Alckmin também destacou a importância da mobilização do setor privado, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Segundo ele, o governo já se reuniu com senadores brasileiros que estiveram em Washington e representantes da Amcham (Câmara Americana de Comércio), buscando reforçar a pressão política e econômica sobre a Casa Branca.

“A iniciativa privada é peça-chave para reverter o cenário. São empresas americanas que compram do Brasil que também serão prejudicadas. Essa aliança pode ser decisiva”, afirmou.





Fonte: ICL

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