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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar o chefe do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, após a divulgação de novos dados indicando fragilidade no mercado de trabalho americano.
Em sua rede social Truth Social, Trump chamou Powell de “sempre atrasado”, afirmando que os cortes de juros já deveriam ter acontecido há muito tempo.
O relatório mais recente do Bureau of Labor Statistics mostrou a criação de apenas 22 mil vagas em agosto e uma elevação da taxa de desemprego para 4,3%.
As revisões de meses anteriores ainda apontaram que junho teve resultado negativo na geração de empregos, algo que não ocorria desde dezembro de 2020.
Esses dados reforçaram as preocupações de que os Estados Unidos possam estar à beira de uma recessão, aumentando a pressão sobre o Fed para agir.
Expectativas são de corte de juros na próxima reunião do Fed
Com o enfraquecimento da economia, investidores já dão como certo um corte de 0,25 ponto percentual na reunião do Fed marcada para 16 e 17 de setembro.
Alguns analistas, entretanto, não descartam uma redução maior, de 0,5 ponto percentual, dependendo do próximo dado de inflação.
Além disso, o mercado começa a projetar até três cortes de juros em 2025, em linha com os contratos futuros.
O cenário de possível afrouxamento monetário fez o dólar perder força internacionalmente, enquanto bolsas de vários países — inclusive o Ibovespa, no Brasil — receberam fluxo de capitais e caminham para novas máximas.
Nos Estados Unidos, porém, o movimento é mais contido diante das incertezas.
Divisão dentro do Fed
Mesmo com a sinalização de Powell em Jackson Hole, em agosto, de que cortes estavam no radar, há divergências entre dirigentes da instituição.
John Williams, presidente do Fed de Nova York, defendeu que a redução deve acontecer “ao longo do tempo”.
Já vozes mais cautelosas, como Beth Hammack (Cleveland) e Jeff Schmid (Kansas City), alertaram que tarifas e outros fatores ainda podem reacender pressões inflacionárias.



