O avanço de uma frente fria vai marcar o início da primavera no Brasil, entre os dias 22 e 26 de setembro, com fortes instabilidades em várias regiões, diz a previsão do tempo. A semana será de chuva volumosa, risco de temporais, rajadas de vento que podem passar de 100 km/h e até geada em pontos do Sul, segundo a análise meteorológica. A previsão preocupa produtores rurais, mas também traz alívio em áreas que sofriam com déficit hídrico.
Confira o que esperar em cada região.
Sul
A chuva atinge o Rio Grande do Sul até a tarde de segunda-feira (22) e avança para Santa Catarina e Paraná. Apesar da melhora gradual a partir de terça, o ciclone extratropical derruba as temperaturas, que devem ficar abaixo dos 10 °C em grande parte da região, segundo a previsão. Há risco de geada na serra gaúcha, catarinense e no sudoeste do Paraná, além da fronteira gaúcha com o Uruguai, onde os termômetros podem marcar menos de 4 °C. O alerta também é para tempo severo, com ventos acima de 100 km/h e queda de granizo.
Sudeste
Em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, a frente fria provoca pancadas de chuva e risco de temporais, com ventos acima de 100 km/h e possibilidade de granizo. O volume acumulado deve variar entre 50 e 80 mm em áreas produtoras, ajudando a reverter o déficit hídrico e reduzir o risco de incêndios. Nas capitais São Paulo e Rio de Janeiro, os acumulados podem superar 100 mm, elevando o risco de alagamentos urbanos.
Tempo deve mudar nessa semana na maior parte do país, com isso, chuva e frio são aguardados em diversas cidades e estados (Foto: Reprodução / Agência Brasil)
Centro-Oeste
Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul terão instabilidades com chuva de 30 a 60 mm, acompanhadas de rajadas de vento e granizo. A previsão é positiva para o início da safra 2025/26, especialmente em áreas de sequeiro.
Nordeste
No litoral do Maranhão, Ceará e na faixa leste da região, há chance de chuva. No interior, o tempo firme predomina, com temperaturas de até 40 °C e baixa umidade, abaixo de 30%. O calor intenso aumenta o risco de incêndios, mas favorece o andamento da colheita do algodão.
Norte
As pancadas de chuva atingem Amazonas, Rondônia, Acre, Roraima, Tocantins e parte do Pará. Em áreas produtoras de Rondônia, Acre e sudoeste do Pará, os acumulados de 50 a 60 mm ajudam a recuperar pastagens. Já no centro-leste e norte do Pará, sem previsão de chuva, o calor de 37 °C mantém o risco elevado de queimadas.



