MTST faz ato em secretaria da gestão Tarcísio em meio a casos de feminicídio

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Por Lucas Lacerda

(Folhapress) – Integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) de São Paulo realizaram um protesto no saguão da Secretaria Estadual de Políticas para Mulher do Governo de São Paulo, no Itaim Bibi, na manhã desta quinta-feira (4) em meio à repercussão de casos recentes de feminicídio.

De acordo com o movimento, a ação, que terminou por volta do meio-dia, teve como objetivo cobrar mais recursos em políticas de prevenção e enfrentamento a crimes de feminicídio, que bateu recorde em outubro deste ano na capital paulista.

Os cartazes tinham críticas ao governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e à gestão Ricardo Nunes (MDB), com mensagens de que os gestores tinham “sangue nas mãos”. Também mostravam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e uma frase dita em 2014 à deputada Maria do Rosário (PT-RS). À época deputado federal, ele disse que não iria estuprar a parlamentar porque ela “não merecia”.

Também havia cartazes com a imagem do influenciador Thiago Schutz, conhecido como Calvo do Campari, preso em flagrante na última sexta-feira (28) sob suspeita de violência doméstica.

O ato cobrou medidas, além daquelas para enfrentamento, de prevenção à violência contra a mulher, com ações nas escolas e com a criação e o fortalecimento de grupos comunitários sobre o tema. Representantes do movimento afirmam terem sido recebidas por uma comissão da secretaria.

MTST faz ato em secretaria da gestão Tarcísio em meio a casos de feminicídio
MTST faz ato em secretaria da gestão Tarcísio em meio a casos de feminicídio. (Foto: Divulgação/MTST)

Alta de feminicídios

De acordo com um levantamento do Instituto Sou da Paz, a capital paulista foi o cenário de 1 a cada 4 feminicídios consumados no estado. Na comparação dos dez primeiros meses de 2025 com o mesmo período do ano passado, a alta é de 23% na cidade. Em relação a 2023, o crescimento foi de 71%.

Os dados reforçam a tendência histórica da violência contra a mulher: a maioria dos casos ocorre dentro de casa (67%) e as vítimas são assassinadas com armas brancas ou objetos contundentes —instrumentos usados em mais da metade dos crimes no estado.





ICL Notícias

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