Mercados globais desabam após detalhamento de tarifaço

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Um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, detalhar seu plano de tarifas recíprocas globais, os mercados globais amanhecem, nesta quinta-feira (3), com uma tremenda ressaca.

Os índices futuros dos EUA e as bolsas europeias operam com forte desvalorização. Os mercados asiáticos também fecharam com forte desvalorização. Diante desse quadro, é esperado que a B3, a Bolsa brasileira, seja influenciada pelo mau humor geral.

Segurando um quadro nas mãos, Trump fez o anúncio sem dar detalhes de como os cálculos dos percentuais foram feitos. No caso do Brasil, serão cobrados 10% de tarifa.

As novas tarifas variam conforme o país. Após o anúncio, a Casa Branca esclareceu que os percentuais apresentados por Trump incluem tanto as tarifas recíprocas quanto a taxa base de 10%. Dessa forma, países que já haviam sido alvo de sobretaxas anteriormente, como Canadá e China, enfrentarão um aumento adicional.

No Brasil, investidores avaliam as oportunidades decorrentes da reconfiguração das cadeias de suprimento, especialmente no setor agroexportador, que pode se beneficiar com o aumento da demanda chinesa por produtos brasileiros.

Ainda por aqui, os destaques desta quinta-feira incluem o antecedente de emprego de março e o PMI de serviços referente ao mesmo mês.

Brasil

Ibovespa fechou a quarta-feira (2) próximo da estabilidade, com leve alta de 0,03%, aos 131.190,34 pontos, acompanhando o movimento do exterior.

Ao redor do mundo, os olhares se voltaram ao presidente dos EUA, Donald Trump, que detalhou ontem seu plano de tarifas recíprocas a parceiros comerciais, incluindo de ao menos 10% a produtos importados do Brasil.

Em Wall Street, os indicadores fecharam majoritariamente em alta. Entre os pesos-pesados do Ibovespa, as ações da Petrobras (PETR4) e da Vale (VALE3) também encerraram a sessão próximas da estabilidade, diante da expectativa de sobretaxação de produtos brasileiros por parte do governo estadunidense. O principal produto brasileiro exportado aos EUA é o petróleo.

Já o dólar à vista (USBRL) encerrou as negociações a R$ 5,6967, com recuo de 0,25%.

Europa

As bolsas europeias operam com queda hoje, com os agentes digerindo os impactos do plano tarifário do governo de Donald Trump.

A taxação de 20% para União Europeia marca uma escalada dramática na guerra comercial global de Trump e, no que diz respeito à Europa, ameaça acabar com grande parte da expansão da zona do euro que o Banco Central Europeu prevê para este ano e o próximo.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reagiu aos anúncios de tarifas afirmando que a União Europeia está preparando novas contramedidas contra os EUA caso as negociações fracassem.

STOXX 600: -1,21%
DAX (Alemanha): -1,19%
FTSE 100 (Reino Unido): -1,01%
CAC 40 (França): -1,62%
FTSE MIB (Itália): -1,42%

Estados Unidos

Os índices futuros de Nova York desabam, com os agentes também reagindo ao plano tarifário, enquanto aguardam dados comerciais dos EUA, como o ISM de serviços e pedidos semanais de auxílio-desemprego, além de falas de membros do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense).

Dow Jones Futuro: -2,38%
S&P 500 Futuro: -2,86%
Nasdaq Futuro: -3,11%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam no vermelho após o anúncio do tarifaço de Donald Trump. O índice Nikkei, de Tóquio, no Japão, desabou 2,77%.

A China foi uma das principais impactadas pelo pacote, com nova tarifa de 34%, que se somará à taxa existente de 20% sobre as importações chinesas pelos EUA, elevando a tarifa efetiva total para 54%.

Enquanto isso, produtos da Índia, Coreia do Sul e Austrália enfrentam tarifas de 26%, 25% e 10%, respectivamente.

Shanghai SE (China), -0,24%
Nikkei (Japão): -2,77%
Hang Seng Index (Hong Kong): -1,52%
Kospi (Coreia do Sul): -0,76%
ASX 200 (Austrália): -0,94%

Petróleo

Os preços do petróleo caem quase 3% nesta quinta depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou tarifas recíprocas sobre parceiros comerciais, alimentando preocupações de que uma guerra comercial global pode reduzir a demanda por petróleo bruto.

Petróleo WTI, -3,43%, a US$ 69,25 o barril
Petróleo Brent, -3,22%, a US$ 72,55 o barril

Agenda

Nos EUA, são aguardadas as divulgações da balança comercial de fevereiro, o PMI de serviços de março e o ISM de serviços, também de março.

Por aqui, no Brasil, a inflação tornou-se uma das principais preocupações dos brasileiros no início deste ano, com 89% da população percebendo alta nos preços, o maior percentual dos últimos dois anos. A pesquisa Radar Febraban, realizada em março com 2 mil entrevistados, aponta que alimentos e produtos domésticos seguem como os itens mais impactados (74%), seguidos por combustíveis (31%) e medicamentos (30%). Apesar da pressão inflacionária, 80% dos brasileiros afirmam que sua vida pessoal e familiar se manteve estável ou melhorou no primeiro trimestre do ano.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





Fonte: ICL Notícias

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