Índices futuros dos EUA recuam à espera de sinal do Fed sobre corte de juros

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Os índices futuros dos Estados Unidos operam em queda nesta terça-feira (25), após forte recuperação de Wall Street na véspera, puxada por gigantes de tecnologia. O movimento ocorre em meio ao crescente otimismo de que o Federal Reserve, o banco central dos EUA, poderá iniciar cortes de juros já no próximo mês.

Na segunda-feira, o S&P 500 avançou 1,6% e o Nasdaq saltou 2,7%, revertendo parte das perdas recentes do setor. Apesar do alívio, os índices seguem no campo negativo no mês, em meio à reavaliação do otimismo um tanto exagerado das empresas de tecnologia e inteligência artificial.

As apostas de redução da taxa básica em dezembro ultrapassam 80%, após declarações de dirigentes do Fed — entre eles John Williams e Chris Waller — indicando que o ciclo de cortes pode estar próximo.

No Brasil, falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também movimentaram o mercado. Ele afirmou que a autoridade monetária gostaria de ver uma convergência mais rápida da inflação, mas ponderou que isso envolve “custo” e “trade-off”. A taxa Selic está em 15% ao ano, e investidores acompanham sinais sobre o início de um eventual ciclo de cortes.

A agenda doméstica segue esvaziada até a divulgação do IPCA-15, na quinta-feira (27). No Senado, a CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) vota hoje o projeto que eleva a tributação de fintechs e casas de apostas, enquanto a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado ouve o diretor de inteligência da Polícia Federal.

Nos EUA, o dia será marcado por dados de inflação ao produtor, vendas no varejo e índice de confiança do consumidor.

Brasil

Ibovespa fechou em leve alta na segunda-feira (24), subindo 0,33% aos 155.277 pontos, acompanhando o movimento positivo das bolsas internacionais. Já o dólar à vista (USBRL) encerrou as negociações a R$ 5,3950, com baixa de 0,12%.

Além do desempenho do exterior, a sessão da véspera também teve forte reação das ações da Neoenergia, após a controladora Iberdrola apresentar à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) uma proposta de oferta pública de aquisição (OPA) das ações da companhia.

Apesar da recuperação, o desempenho brasileiro ficou aquém do ritmo internacional. O mercado manteve tom cauteloso diante do aumento das tensões políticas em Brasília, após novo atrito entre governo e Congresso.

Europa

As bolsas europeias operam no campo positivo nesta terça-feira, enquanto investidores acompanham a divulgação dos resultados financeiros de empresas como Compass Group, EasyJet e Kingfisher. Também estão na agenda de hoje a divulgação de indicadores econômicos relevantes, incluindo o PIB (Produto Interno Bruto) da Alemanha e a confiança do consumidor na França.

STOXX 600: +0,25%
DAX (Alemanha): +0,17%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,23%
CAC 40 (França): +0,32%
FTSE MIB (Itália): +0,21%

Estados Unidos

Enquanto os futuros seguem em trajetória positiva, investidores acompanharão a divulgação de dados econômicos atrasados devido à paralisação histórica do governo estadunidense, que prejudicou a agenda de indicadores importantes. As bolsas de valores estarão fechadas na quinta-feira (27) devido ao Dia de Ação de Graças e encerrarão suas atividades mais cedo, às 13h (horário do leste dos EUA), na sexta-feira (28).

Dow Jones Futuro: -0,06%
S&P 500 Futuro: -0,06%
Nasdaq Futuro: -0,14%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam em alta, impulsionados pela recuperação das ações de tecnologia em Wall Street e pelas expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve, o banco central estadunidense. O sentimento positivo ganhou força após o avanço das ações da Alphabet, apoiado pelo anúncio do novo modelo de inteligência artificial, o Gemini 3. Na China, os índices também subiram após a primeira conversa entre Donald Trump e Xi Jinping desde a trégua tarifária acordada no mês passado. O diálogo renovou o otimismo sobre a relação comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Shanghai SE (China), +0,87%
Nikkei (Japão): +0,07%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,69%
Nifty 50 (Índia): +0,17%
ASX 200 (Austrália): +0,14%

Petróleo

Os preços do petróleo operam em baixa, em meio a preocupações de que a oferta excederá a demanda no próximo ano superando os receios de que os embarques russos permaneçam sob sanções, visto que as negociações para pôr fim à guerra na Ucrânia continuam inconclusivas.

Petróleo WTI, -0,56%, a US$ 58,51 o barril
Petróleo Brent, -0,62%, a US$ 62,98 o barril

Agenda

Nos EUA, estão previstas as divulgações do índice de preços ao produtor de setembro; vendas no varejo, também de setembro; estoques empresariais de agosto; confiança do consumidor de novembro; e moradias pendentes de outubro.

Por aqui, no Brasil, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou na segunda-feira que o Brasil deve superar neste ano o montante total de investimento estrangeiro direto recebido em 2024 e encerrar 2025 com um fluxo recorde. No ano passado, o país recebeu US$71,1 bilhões de investimento direto no país, segundo Alckmin.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





ICL Notícias

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